Espanha: Cidade de Callosa se declara livre de circos com animais e de espetáculos de touros

Espanha: Cidade de Callosa se declara livre de circos com animais e de espetáculos de touros

O plenário aprovou por unanimidade a proibição das praças de touros e seu compromisso ético para que não sejam ocasionados sofrimento aos animais.

Tradução Adriana Aparecida Shinoda Marques

Espanha Callosa circos

A Prefeitura de Callosa de Segura aprovou por unanimidade um compromisso baseado em declarar a cidade “contrária à exibição de animais selvagens em circos e qualquer espetáculo de touros”. O acordo foi adotado pelos quatro grupos políticos (PP, PSOE, IU e Somos Callosa) e implica na proibição da entrada na localidade de animais selvagens de circos e praças de touros tanto em propriedades privadas como públicas.

A proposta partiu do Conselho de Meio Ambiente dirigido pelo prefeito Ismael Ballester e lembra a Declaração Universal dos Direitos dos Animais da ONU e da UNESCO, incluindo que “nenhum animal será submetido a maus-tratos, tampouco a atos cruéis”.

“Infelizmente este preceito é violado, tendo como álibis justificativas baseadas na manutenção das tradições, razões ideológicas ou supostamente culturais”, indica a moção aprovada pela Prefeitura. O documento prossegue que “estes argumentos caem por terra quando se confronta a realidade de animais torturados até a exaustão. Pretender que espetáculos desta natureza sejam considerados como arte ou entretenimento não deixa de ser um insulto à inteligência humana”.

Assim, a moção indica que “entendendo que todo tipo de manifestação artística ou de entretenimento contribui para enriquecer o ser humano, melhorando a sua moral e sua ética, não se pode compreender como espetáculos desta natureza, baseados no abuso de animais podem ajudar a alcançar ditas finalidades, salvo que se leve em consideração que a criação artística ou de entretenimento não pode ultrapassar os limites que a ética impõe a qualquer conduta humana”.

“O público destes espetáculos, sobretudo dos circos, em uma grande maioria são meninos e meninas que desconhecem os abusos que existem por trás deste tipo de evento. Mesmo se sentindo atraídos por observar ao vivo estes animais, os adultos devem ser conscientes do sofrimento que estes espetáculos implicam. É de responsabilidade das administrações públicas velar para que certos espetáculos não existam”, continua o texto.

Segundo explicou o vereador, com esta moção é garantida que não voltem a ocorrer situações como em 2014, quando se incluiu na programação das festas patronais a atividade do toro embolado, onde colocam duas bolas de fogo nos chifres do animal, ainda que esta tenha sido suspendida devido à pressão social.

Fonte: Información

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.