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Espanha: governo de Castela-Mancha irá trabalhar para posicionar a região em defesa dos animais

Tradução de Adriana Aparecida Shinoda Marques

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O conselheiro de Agricultura e Meio Ambiente, Francisco Martínez Arroyo, destacou a intenção do Governo regional de posicionar a comunidade de Castela-Mancha “na vanguarda em defesa dos animais”. Para tal, retomará o esboço da Lei de Proteção Animal elaborado em 2011.

“Somos uma sociedade evoluída e para o governo regional de Castela-Mancha será um orgulho tornar-se exemplo de busca do bem-estar animal”, declarou o ministro da Agricultura aos jornalistas durante o intervalo da reunião com o presidente da Federação Espanhola do Bem-Estar Animal (FEBA), Manuel Cases, ocorrida na manhã do dia 11 de janeiro.

Martínez Arroyo se mostrou “satisfeito” devido “à retomada de conversas sobre estes temas após quatro anos sem tratar desta matéria”, afirmando em alusão ao mandato anterior do Governo do PP (Partido Popular).

Neste contexto, Arroyo explicou que seu departamento retomará a partir do segundo esboço da Lei de Proteção Animal de 2011 que “já posiciona Castela-Mancha na vanguarda quanto à defesa dos animais, para aprofundar o tema e atualizar as sanções”. Ele também salientou que isso será feito de modo a garantir o bem-estar animal e também as atividades econômicas nas quais participam os mesmos.

Neste ponto, destacou que a caça é “muito importante em Castela-Mancha” e que “em muitas oportunidades” fala-se mal dos grupos de caçadores quando “a maioria deles têm respeito e são os que mais se preocupam com a defesa dos animais”. Todavia, o conselheiro ressaltou que “o que não podemos tolerar é o enforcamento de galgos e gatos tratados a chutes”, pois a sociedade de hoje é mais consciente, sustentando que “somos melhores e temos que demonstrá-lo”.

Resposta positiva

Por sua vez, Casesdestacou a “resposta positiva” que a Federação Espanhola do Bem-Estar Animal sempre teve em Castela-Mancha, lugar em que vem trabalhando há sete ou oito anos e onde coletou mais de 30 mil assinaturas para a modificação da antiga Lei regional de 1990 para Proteção dos Animais.

“A razão de existir da FEBA consiste em manter contato permanente com os diferentes departamentos para acompanhar como vão as suas legislações em matéria de defesa dos direitos dos animais e como melhorá-las”, destacou Cases, lamentando “a versão anterior da lei prévia uma multa de 50 pesetas por maus-tratos”.

Dito isso, Cases expressou a sua confiança de que o Governo regional irá trabalhar na lei nos próximos meses e que esta será referência “para ensinar e mostrar a toda Espanha”.

“Estamos no século XXI, tudo está mudando muito e só o que pedimos é que a lei de Castela-Mancha sirva de modelo para que seja apresentada a toda Espanha”, afirmou.

Ao ser perguntado sobre os aspectos que mais preocupam a Federação Espanhola do Bem-Estar Animal, ele destacou que são os maus-tratos que recebem os animais nas festas populares, e referiu-se em particular ao “touro de Tordesilhas”, festa que qualificou como “um espetáculo vergonhoso que se tornou uma febre nacional”.

Fonte: El Digital

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