Espanha: PACMA exige proibição de sacrifícios de animais em rituais religiosos

Espanha: PACMA exige proibição de sacrifícios de animais em rituais religiosos

Tradução de Nelson Paim

O Partido Animalista (PACMA) quer exigir a eliminação das exceções legislativas que permitem o sacrifício de animais com objetivos religiosos, em especial na festa do cordeiro, ritual que é celebrado atualmente em todo o mundo islâmico.

Segundo um comunicado do Partido Animalista, milhares de cordeiros serão degolados na Espanha para celebrar o “Ritual Islâmico”, também conhecido como “Celebração do Sacrifício”, que consiste em “matar um cordeiro mediante o método halal, isto é, degolar o animal cortando a traqueia, o esôfago, as veias carótidas e as jugulares para que ele morra sangrando, sem ter sido previamente aturdido”.

Esta é uma festividade de grande importância para os muçulmanos e celebra a passagem descrita no Alcorão, bem como na Bíblia, em que Abrahão em uma mostra de obediência a Deus oferece em sacrifício seu filho. No entanto, no final foi oferecido um cordeiro, que se emprega no ritual.

A legislação europeia que regulamenta o sacrifício de animais para o consumo humano afirma que “os animais serão mortos unicamente após prévio aturdimento”. Contudo, esta norma descrimina os animais que são empregados em “sacrifícios prescritos por rituais religiosos” e permite que este tipo de matança siga ocorrendo.

A porta-voz do PACMA, Claudia Mañas, disse que sua formação exigirá a eliminação de toda exceção legislativa ao considerar que “a normativa já é por si demasiada flexível” com respeito aos animais “como que para perpetuar, mediante ressalvas, rituais e tradições cruéis como a Festa do Cordeiro”.

Mañas completou que o Partido está estudando medidas legais a serem tomadas para apresentar uma proposta que elimine todas as exceções sobre o sacrifício de animais e os proteja de qualquer tipo de maus-tratos. Os animais sacrificados desta maneira, sustenta, “sofrem, já que demoram pelo menos um minuto para morrer após receberem os cortes que os levam a morte”.

Mañas assegurou que o PACMA sabe que esta petição “não leva a muita coisa” para a comunidade muçulmana, mas que a “tradição vai de encontro aos princípios éticos que nós defendemos” e que se não se cumprem normas mínimas para a defesa dos direitos dos animais”, lutaremos pelos mesmos “independentes de qualquer religião”.

Na transposição da diretiva para o cuidado, exploração, transporte e sacrifício dos animais é previsto que “quando o sacrifício de animais se realize segundo os rituais próprios de igrejas, confissões ou comunidades religiosas inscritas no registro de entidades religiosas as obrigações, em se tratando de aturdimento, devem ser compatíveis com as prescrições do respectivo ritual religioso e as autoridades competentes não exigirão o cumprimento destas obrigações”.

Além do que, segundo Mañas, neste tipo de ritual “nem sempre se cumpre todas as condições sanitárias requeridas pela legislação”.

Fonte: La  Vanguardia

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