Espanha: Solicitada a prisão de um criador de gados por matar 152 bovinos para vingar-se

O fiscal alega que o homem pretendia “vingar-se” de seus sócios da cooperativa, porém o acusado nega a declaração.

Por Paula Vilariño / Tradução de Adriana Shinoda

Um criador de gado do município espanhol de Guntín pode acabar na prisão por crueldade animal após ser acusado de acabar com a vida de pelo menos 152 vacas e terneiros por eutanásia. O ministério fiscalizador solicitou três anos de prisão para o homem pois, segundo o fiscal que responde a entidade, o suspeito pretendia “vingar-se” de seus sócios da cooperativa e para tal idealizou um plano para matar os animais.

O suspeito, no entanto, declarou no dia 7 de junho no Distrito Penal nº 1 do município de Lugo, que jamais administrou nenhum medicamento aos animais, a não ser aqueles prescritos por veterinários, e que não tentou boicotar seus sócios, afirmando: “nunca comprei nenhuma substância para realizar eutanásia, e caso tenha administrado tal medicação nos animais, foi sem saber, porque me mandaram fazê-lo”.

O Ministério Público explicou que a cooperativa agrária de transformação foi fundada no ano de 2003 pelo suspeito – de iniciais D.A.A.L. – e outros três sócios. Os quatro homens tinham o mesmo tamanho de participação na propriedade para exploração, especializada na produção de leite, provenientes de 240 cabeças de gado da raça frisona espanhola.

Todos os sócios trabalhavam na granja e tinham funções repartidas. Assim, o suspeito trabalhava como secretário e era encarregado das questões sanitárias, motivo pelo qual controlava a caixa de remédios e se relacionava com os veterinários. O homem explicou que não cuidava “exclusivamente” desses aspectos, e que seus sócios também adquiriram medicamentos recentemente.

Segundo a versão da acusação, pouco depois de colocar a cooperativa para funcionar, o suspeito começou a se sentir “discriminado” por seus companheiros devido a partilha das tarefas. “Por essa razão planejou o crime para prejudicar os interesses da cooperativa e vingar-se de seus sócios”.

Como parte do plano, no ano de 2005, durante a noite e sem acender as luzes do estábulo, este teria derramou parte do leite armazenado no tanque refrigerado, o que causou um prejuízo de mais de 36 mil euros para a cooperativa. Os demais sócios instalaram câmeras com infravermelho e flagraram o homem.

O suspeito declaro em juízo que somente derramava o leite quando as vacas haviam recebido antibiótico, uma vez que não podiam enviar o leite dessa forma pois seriam penalizados. Seus sócios, entretanto, explicaram que marcavam as reses que recebiam o medicamento para que seu leite não fosse para o tanque refrigerado.

O fiscal explica que devido à presença de antibiótico no leite, que o suspeito administrava nos animais, a cooperativa teve prejuízo de nove mil euros devido a penalizações.

A acusação sustenta ainda que o homem submeteu os animais, entre os anos de 2007 e 2009, à eutanásia, provocando a morte de 94 reses adultas e 58 terneiros, causando perdas de mais 144 mil euros, também dando aos animais um fármaco que fazia com que as vacas prenhas abortassem.

Finalmente, no ano de 2009, o criador jogou água no depósito de combustível de um trator, cortou o plástico dos silos e danificou outros equipamentos. O homem negou tudo em juízo, quando foi marcada a leitura da sentença.

Fonte: El Progreso

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