Espanha: veterinários pedem que a proibição dos circos com animais seja inclusa na nova lei

Espanha: veterinários pedem que a proibição dos circos com animais seja inclusa na nova lei

Tradução de Alice Wehrle Gomide

ESPANHA AVATMA circus lion

A Associação de Veterinários Abolicionistas da Tauromaquia e dos Maus-tratos a Animais (AVATMA) solicitou que seja incluída a proibição do uso de animais em circos na nova normativa, que será debatida no plenário da Assembleia no dia 14 de julho, conforme o grupo informou em um comunicado.

Um dos pontos a se deliberar é a inclusão da proibição do uso de animais em espetáculos circenses. O presidente da associação, José Enrique Zaldívar, destacou que “outros territórios como Cataluña e a Comunidade Valenciana já deram passos nessa direção, e mais de 300 municípios já se declararam livres de circos com animais, 25 destes na própria comunidade de Madri”.

A AVATMA manifestou seu total apoio ao posicionamento da Federação de Veterinários Europeus (FVE), que está aderida ao Conselho Geral de Faculdades Veterinários da Espanha, a respeito dos circos com animais.

“Este órgão internacional pede a todas as autoridades competentes que proíbam o uso de animais selvagens nos circos, visto que nesses espetáculos itinerantes não existe a possibilidade de satisfazer seu bem-estar [em relação às necessidades fisiológicas, mentais e sociais], além de que eles podem provocar graves riscos de segurança, saúde pública e sanidade animal”, sinalizou.

Neste sentido, vários colegas veterinários espanhóis, como o de Cantabris, também se mostraram expressamente a favor de eliminar a utilização de animais em espetáculos circenses.

“Em 2014, a Ilustre Faculdade de Veterinários de Madri, a pedido da AVATMA, levou os filhos e netos de seus colegiados a um circo com animais no dia da festividade de Reis Magos, alegando que o objetivo das atividades que organizam é fomentar valores solidários e de respeito aos animais em toda a sociedade, algo incompatível com esses espetáculos, que não possuem valor educativo algum para as crianças”, explicou Zaldívar.

“Acreditamos que seja necessário que a nova lei de proteção animal madrilena recolha todas as demandas sociais, incluindo e valorizando também a opinião pública, baseada em argumentos científicos, do coletivo veterinário”, concluiu.

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Fonte: Europa Press

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