Essex, na Inglaterra, proíbe animais em circos, mas não aborda animais em correntes

Essex, na Inglaterra, proíbe animais em circos, mas não aborda animais em correntes
Elefantes durante o show “Circo Extremo” do Ringling Bros e Barnum & Bailey Circus em Mohegan Sun Arena at Casey Plaza em Wilkes-Barre, Pensilvânia, EUA, 30 de abril de 2016

A cidade de Essex, na Inglaterra, fez mudanças em suas leis de bem-estar animal no último dia 19 que causará um desconforto nos circos antes que eles possam se apresentar lá, mas os conselheiros deixaram o limite de 12 horas em que um animal pode ficar acorrentado.

Uma das emendas proíbe a apresentação de animais em circos.

A conselheira Sherry Bondy, que já protestou ao lado de fora de circos em Windsor, disse que queria garantir que eventos similares não chegassem à sua cidade quando um novo complexo de recreação for completado.

 Sherry Bondy (Imagem: Jonathan Pinto/CBC)
Sherry Bondy (Imagem: Jonathan Pinto/CBC)

“Essex é muito central”, ela disse. “Desta forma, eles não podem vir até nós, e eu tenho esperanças de que nossa lei chegue até outros municípios, e que Windsor-Essex se transforme numa região onde não há circos com animais se apresentando.”

Limite para manter animais acorrentados ainda é de 12 horas

Apesar das mudanças, a conselheira disse que ficou decepcionada que seus colegas não apoiaram a redução do limite de tempo que um cão pode ficar acorrentado do lado de fora. O limite atual é de 12 horas.

“Essex está ficando para trás na região, em termos do uso de correntes”, Body disse. “Outros municípios já abaixaram para 10 horas e quatro horas, e eu desafio qualquer pessoa a ficar acorrentada por 12 horas do lado de fora e ver como é”.

O conselho decidiu que a cidade irá consultar o público antes de tomar qualquer ação sobre acorrentar animais.

As mudanças também proíbem causar ‘sofrimento mental’ nos animais

As leis atualizadas agora também permitem que a Sociedade de Prevenção à Crueldade aos Animais de Ontário acuse as pessoas que causem “sofrimento mental” a um animal.

“No passado, quando um animal tinha os elementos básicos, comida e abrigo, nós realmente não podíamos fazer nada”, explicou Bondy, que defendeu a mudança. “Nós definimos sofrimento mental quando falamos sobre pessoas, então porque não pensamos nisso quando falamos sobre animais também? Então este é mais outra mudança lógica Essex fez para proteger os animais”.

Tradução de Alice Wehrle Gomide

Fonte: CBC News 


Nota do Olhar Animal: Lembrando das condições extremas de frio da região, difícil imaginar que não seja sofrimento para um cão, por exemplo, ficar exposto às intempéries por dez, quatro ou mesmo uma hora.

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