Esta cachorrinha nasceu sem metade de seu cérebro por culpa de criador comercial

Esta cachorrinha nasceu sem metade de seu cérebro por culpa de criador comercial
Foto: RSPCA.

Uma cachorra e sua filhotinha de 6 semanas de idade foram encontradas encolhidas à beira de uma estrada.

Peggy, a mãe, estava sem uma parte de sua pata, e sua filhota, Pip Squeak (chamada de Pip) obviamente tinha algo de muito errado, mas ninguém sabia o que.

Felizmente, Peggy e Pip foram levadas à Sociedade Real para a Prevenção da Crueldade aos Animais (RSPCA) no Reino Unido.

No começo, os resgatistas pensaram que havia somente um acúmulo de líquido no cérebro de Pip, o que estava causando cegueira na cachorrinha. Mas conforme o inchaço diminuiu, os resgatistas fizeram uma ressonância e descobriram algo chocante.

Foto: RSPCA.
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“Uma ressonância revelou que ela não tem parte do seu cérebro, o que significa que seus nervos ópticos não se desenvolveram e ela não pode ver”, Amy De-Keyzer, porta-voz da RSPCA, contou ao The Dodo. “É algo que a equipe de neurologia do hospital The Animal Health Trust nunca tinha visto antes em um cão”.

Foto: RSPCA.
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Pip precisará de medicamentos pelo resto de sua vida, colírios e checkups regulares.

“Uma teoria é que ela foi procriada a partir de dois cães de pelagem merle para produzir a coloração merle – algo que é desejável na cultura atual de ‘cães de designer’”, De-Keyzer explicou. “A procriação a partir de dois merles não é recomendada já que este cão pode carregar um gene defeituoso e qualquer descendência pode apresentar problemas de saúde – como Pip”.

Então, imagina-se que a história de Pip é somente outro exemplo de como os criadores colocam os desejos dos clientes na frente da saúde de seus cães criadores colocam os desejos de seus clientes acima da saúde de seus cães.

Foto: RSPCA.
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E a mãe de Pip tem seus próprios problemas também.

Foto: RSPCA.
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“Peggy não tem a parte inferior de sua pata traseira esquerda – uma lesão que agora já está curada – e acreditamos que ela precisará de tratamento veterinário e cirúrgico considerável”, Kathy Butler, administradora e coordenadora de cães da RSPCA, disse em um comunicado de imprensa. “O veterinário acredita que isso é o resultado de uma lesão traumática ou talvez causada deliberadamente. Apesar da amputação ser uma opção, ela deve ser encaminhada para um tratamento com especialista e pode apta para uma prótese”.

Felizmente, o pior acabou para esta pequena família. “Elas estão seguras sob os nossos cuidados agora e estão se ajustando ao seu lar temporário”, Butler disse.

Foto: RSPCA.
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As cachorrinhas precisarão de cirurgias extensivas para se recuperar completamente, de acordo com RSPCA. Clique aqui para saber como você pode ajudar.

A RSPCA também está pedindo informações para encontrar quem abandonou Peggy e Pip. Qualquer pessoa que tiver alguma informação pode entrar em contato com a RSPCA.

Foto: RSPCA.
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Se você quiser adotar um cachorrinho, confira o site Adopt-a-Pet.com.

Por Sarah V. Schweig / Tradução de Alice Wehrle Gomide

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