Foto: Poinger_Herzschlog/Pixabay

Esta leoa encarcerada em um zoológico atacou seu companheiro e o matou. Vamos garantir que ela vá para um santuário!

Em 15 de outubro de 2018, a equipe do Zoológico de Indianápolis (EUA) testemunhou uma cena aterrorizante. Quando os tratadores chegaram ao zoológico pela manhã, foram recebidos por rugidos altos vindos da jaula dos leões. Quando chegaram lá, encontraram o macho Nyack, de 10 anos, sendo imobilizado no chão pela leoa Zuri, de 12 anos, que já tinha seus dentes no pescoço do leão.

Nyack não apenas compartilhava a jaula com Zuri, mas também era o pai de seus filhotes, incluindo Sukari, de três anos de idade, que estava presente durante o incidente. Apesar das tentativas de separar os animais, as consequências foram trágicas. De acordo com os funcionários do zoológico citados pela Associated Press, a leoa continuou a segurar no pescoço do macho até ele parar de se mover. Nyack foi declarado morto quatro dias depois, devido à sufocação resultante de lesões no pescoço.

O incidente mortal é desconcertante, para dizer o mínimo. O ataque ocorreu após oito anos de coabitação e três anos criando os filhotes juntos, informou a Live Science. De acordo com o Dr. Paul Funston, diretor regional da África Austral para a organização de conservação de felinos Panthera, o incidente foi altamente incomum, uma vez que, embora seja natural que os leões se ataquem e matem em estado selvagem, é extremamente raro que uma fêmea solitária mate um macho solitário em uma luta cara-a-cara.

“Os leões têm um repertório comportamental muito amplo e, ocasionalmente, fazem coisas que nos surpreendem”, disse Funston à Live Science. “[Este incidente] pode ser o resultado de um animal estar em cativeiro por um longo período de tempo e escolher se comportar de uma maneira incomum”.

Em seu habitat, os leões atacam e matam uns aos outros apenas no contexto da luta territorial ou sexual, explicou Funston. De acordo com o especialista, a possível razão para o ataque pode estar no macho querer acasalar com a leoa novamente, agora que seus filhotes estão mais velhos. Ele poderia ter se aproximado da leoa de maneira muito agressiva, e Zuri pode ter se sentido ameaçada, ou talvez estivesse tomando um anticoncepcional administrado pelos tratadores do zoológico.

Seja qual for a razão exata por trás do ataque, está comprovado que o confinamento e o cativeiro influenciam de forma séria o comportamento dos animais selvagens e os fazem exibir comportamentos incomuns que são praticamente inexistentes em animais na natureza. O estresse relacionado com a vida em cativeiro é também um fator enorme que deve ser levado em consideração.

A leoa não atacou e matou o seu companheiro sem motivo, e deve-se reconhecer que o ambiente e as condições de vida dos animais não foram sem consequência na situação. Clique aqui para assinar uma petição do site Care2 que pede ao Zoológico de Indianápolis que envie Zuri e seus três filhotes para um santuário onde eles possam passar suas vidas sob cuidados especializados em condições livres de estresse.

Por Aleksandra Pajda / Tradução de Ana Carolina Figueiredo

Fonte: One Green Planet 

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