Estado de São Paulo pode ajudar a criar centro para animais silvestres

Estado de São Paulo pode ajudar a criar centro para animais silvestres
Veterinário Jefferson Leite realiza trabalho de salvamento de animais em Mogi. (Foto: Arquivo)

O médico veterinário Jefferson Leite e a jornalista de dados Jamile Santana vão à Secretaria de Estado do Meio Ambiente nesta semana apresentar o infográfico Resgate Silvestre, criado para mapear animais resgatados em áreas urbanas em Mogi das Cruzes. Eles mostraram a ferramenta ao secretário estadual Ricardo Salles na última sexta-feira, durante sua vinda a Mogi.

Ao conhecer o trabalho, o secretário encaminhou os mogianos para uma reunião com equipe técnica de fauna e tecnologia da informação, numa tentativa de iniciar uma parceria que poderá beneficiar todo Estado. Há possibilidade de que o projeto seja desenvolvido em parceria com a Polícia Militar Ambiental e concessionárias de rodovias que cruzam o Estado.

Em São Paulo, Jefferson Leite poderá detalhar mais a importância do infográfico para estudos técnicos de fauna, prevenção de acidentes, além da necessidade de um Centro de Triagem de Animais Silvestres no Alto Tietê (Cetas), por exemplo. “Nosso trabalho está avançando. O secretário reconheceu que temos uma fauna rica e precisamos preservá-la”, disse.

Para o veterinário, o levantamento mostra a importância de um Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) no Alto Tietê, além de colaborar com ações práticas para evitar novos acidentes.

“A ideia principal do infográfico é mapear os locais de ocorrências com animais silvestres e identificar possíveis situações que estejam facilitando esses acidentes ou encontros. Uma grande concentração de casos pode indicar uma condição de risco e com essas informações é possível adotar medidas que diminuam ou mesmo cessem essas condições. Outra importância do trabalho, pode-se mostrar no levantamento de possíveis casos de doenças com potencial zoonótico, identificando-se áreas com um maior número de casos de animais silvestres doentes e assim, podendo-se adotar medidas profiláticas mais rápidas. Um exemplo disso são os recentes casos de morte de primatas no Rio de Janeiro e os casos de febre amarela na região de Rio Preto, onde um mapeamento rápido dos casos pode evitar consequências mais graves”, acrescentou o veterinário.

Cada ponto no mapa refere-se a uma ocorrência de animal silvestre registrada. Dos 80 animais resgatados de 2015 até hoje, 30 morreram. Outros 28 foram soltos a natureza.

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