Este bezerro não têm mais sua mãe para guiá-lo, mas está conseguindo uma família em um santuário por si mesmo

Este bezerro não têm mais sua mãe para guiá-lo, mas está conseguindo uma família em um santuário por si mesmo
Fotos: Animals of Farm Sanctuary

Uma mulher grávida e uma vaca prenhe têm muito em comum. Ambas carregam seus bebês durante vários meses, ambas produzem leite para dar aos seus bebês e ambas desenvolvem instantaneamente um instinto maternal para proteger seus filhos assim que eles nascem. Infelizmente, a comparação entre esses dois grupos acaba aqui. Mães humanas conseguem levar seus bebês para casa depois do nascimento, enchê-los de amor, e passar o resto de suas vidas os criando e cuidando. As mães vacas, por outro lado, veem seus bebês serem arrancados delas somente horas ou dias após o nascimento e elas raramente os veem novamente, e se veem, é de passagem. Isso sem mencionar o fato de que todo o leite que elas produzem para a nutrição de seus filhos é prontamente roubado e reempacotado para consumo humano. Esta é a triste realidade para milhares e milhares de vacas ao redor do mundo hoje.

Uma vez que os bezerros são separados de suas mães, uma dessas duas coisas acontece: se o bezerro é uma fêmea, ela é levada para seguir os passos de sua mãe e se tornar uma vaca leiteira, se o bezerro é macho, ele é levado para viver uma vida curta de miséria como um bezerro de vitela. Os dois cenários são terríveis. Entretanto, há um terceiro resultado possível, que é levar o bezerro para um santuário para que ele possa viver seus dias em paz. Nem todo animal tem a sorte de receber essa oportunidade, mas aqueles que a recebem, estão literalmente recebendo uma segunda chance de viver, apesar de não terem mais suas mães.

Conheça Gary. Um bezerro macho que foi considerado completamente inútil pelo dono de sua mãe e foi prontamente descartado.

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Felizmente, o Farm Sanctuary (EUA) estava lá para acolher esse garoto.

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Gary foi resgatado da cruel indústria de laticínios somente algumas horas após ter sido descartado. Esta é a época que ele normalmente deveria estar passando com sua mãe.

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Todos os funcionários do Farm Sanctuary fizeram o possível para que Gary se sentisse o mais confortável possível. Entretanto, eles contaram que Gary frequentemente puxava e tentava mamar em suas calças, algo que sem dúvida alguma revela o quanto ele sentia falta de sua mãe.

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Nada irá substituir o amor que a mãe de Gary teria dado a ele, mas este pequeno definitivamente está se abrindo e fazendo amigos com os outros residentes ao redor do santuário.

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Este é Gary com seu primeiro amigo, Carlton. Conforme a equipe do Farm Sanctuary contou, Carlton é de longe um substituto para sua mãe, mas ele com certeza desempenha o papel de irmão mais velho.

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E eles formam uma bela dupla!

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Esses três rapazes, vítimas da indústria de laticínios, não têm mãe, mas ao menos eles estão seguros e vivos em um santuário. Deus sabe que o outro resultado teria sido muito, muito pior.

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Gary está fazendo novos amigos a cada dia que passa. Ele está sendo cuidado e alimentado por humanos, mas sua interação social deve ser sempre com vacas. Felizmente, o Farm Sanctuary está cheio delas!

Fotos: Animals of Farm Sanctuary

Vendo o quão doce e curioso Gary é, é inacreditável que alguém fosse capaz de causar qualquer dano a esta inocente criatura. Estamos tão felizes em saber que ele está longe de todo o abuso e poderá viver sua vida em paz.

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Gary é somente um dos milhões de bezerros que nascem na indústria de laticínios e, infelizmente, a maioria deles não tem o final feliz que Gary teve. Algumas vezes é mais fácil deixar os pontos desconectados e não se aprofundar nas realidades da agropecuária moderna, a crueldade presente nessa e como alguns setores são interconectados. Pode ser tentador acreditar que a indústria de laticínios é diferente ou melhor do que a indústria de carne simplesmente porque eles não matam os animais. Entretanto, como a história de Gary prova, ainda há uma quantidade tremenda de crueldade envolvida. Em algum momento, é importante para nós analisarmos verdadeiramente nosso sistema alimentício atual e nos perguntarmos: é este o tipo de sistema que eu quero apoiar?

Por Veronica Chavez / Tradução de Alice Wehrle Gomide

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