Este documentário retrata os seis meses de vida e agonia dos porcos de criação

Este documentário retrata os seis meses de vida e agonia dos porcos de criação
Imagem via Igualdad Animal.

Seis meses é a idade máxima que um porco alcança na criação industrial quando é sacrificado. É também o título da curta-metragem que a realizadora holandesa Eline Helena Schellekens estreou graça à organização espanhola Igualdad Animal e que relata a vida de um leitão, desde que nasce até ser levado para o matadouro.

O filme ganhou um Prémio Panda (o mais importante galardão atribuído a filmes sobre animais, também chamado de “Green Oscar”). O que motivou Eline Helena a fazer este vídeo foi a luta contra a criação de animais em jaulas. “Os nossos desejos como consumidores de conseguirmos muito por pouco são os culpados desta vida; tomavas as mesmas decisões se pudesses olhar o animal nos olhos?”, questiona a cineasta.

Aproveitando a coincidência do projecto com o ano chinês do porco, Eline Helena decidiu conhecer melhor este animal e segui-lo com uma câmara durante os seis meses da sua vida, através do seu ponto de vista, sem acrescentar comentários nem locuções. O som que se ouve é o que o animal também ouve.

No filme vêem-se sequências tão duras como as de porcas a serem obrigadas a cuidar dos seus leitões em pequenas jaulas, o momento em que lhes são mutilados os genitais e administrados todo o tipo de antibióticos e remédios, bem como a agonia de habitarem num espaço reduzido à espera de serem sacrificados.

Com o objectivo de acabar com a criação enjaulada, a Igualdad Animal pôs em marcha esta iniciativa de âmbito europeu, com a qual se pretende consciencializar os cidadãos para o enorme sofrimento dos animais quando lhes é vedado o desenvolvimento de quase todos os seus comportamentos naturais.

Através das imagens, M6nths pretende dar visibilidade a uma realidade e convidar o espectador a reflectir sobre a forma como tratamos os animais de criação. Mediante esta sensibilização, a Igualdad Animal quer que, enquanto consumidores, mudemos os nossos hábitos alimentares para acabar de uma vez por todas com estas acções tão cruéis.

Por Alba Carreres / Traduzido por Madalena Maltez

Fonte: Vice (este artigo foi originalmente publicado na Vice Espanha / mantida a grafia lusitana original)


Nota do Olhar Animal: O modo como animais explorados para consumo são tratados durante a criação e o método de abate são apenas AGRAVANTES em relação à violência maior cometida contra estes seres, que é o abate em si, violência essa cometida contra animais criados em gaiolas e também com os criados livremente.

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