Este elefante bebê não tem mãe, então agora ele tem um cobertor ao qual se aconchegar

Este elefante bebê não tem mãe, então agora ele tem um cobertor ao qual se aconchegar

Por Aisling Maria Cronin / Tradução de Alda Lima

Grupos de conservação animal vêm alertando há décadas que o elefante Africano está em risco de extinção, a menos que sejam feitos esforços determinados para conter o comércio de marfim e de outras partes de animais selvagens. Um elefante africano é morto a cada 15 minutos por causa de suas presas, que valem mais que ouro. A extensa perda de habitat, impulsionada pelo aumento da ocupação humana de áreas antes usadas por estes animais, também serviu para levar estes elefantes mais à beira da extinção.

Os esforços para proteger os elefantes estão em curso há muitos anos, e a boa notícia é que a consciência sobre a situação destes animais está em crescimento constante. Recentemente, um acordo importante foi alcançado pelos EUA e a China — os dois maiores consumidores de produtos de marfim do mundo — para conter o comércio.

Apesar destes sinais graduais de melhoria, permanece o fato de que, para as pessoas corajosas envolvidas no esforço monumental para proteger os elefantes, cada dia parece uma batalha. Dia após dia, organizações de resgate de animais selvagens têm de lidar com um afluxo de vítimas doentes, órfãs e traumatizadas por causa do comércio ilegal de vida selvagem, da perda de habitat e de conflito ilegais entre humanos e elefantes.

Uma dessas organizações, o David Sheldrick Wildlife Trust (DSWT), acaba de publicar uma nova foto em sua página no Facebook, que ilustra exatamente por que elefantes precisam desesperadamente da nossa ajuda.

Esta imagem pungente mostra Loboito, residente do DSWT, aconchegando-se a um cobertor, que serve como um substituto para o corpo quente de sua mãe.

EUA elefante bebe cobertor

Os cuidadores de Loboito disseram: “Na natureza, o corpo quente de sua mãe lhe forneceria um lugar onde descansar sua tromba; no nosso berçário, cobertores recriam essa sensação com um cuidador de elefantes de pé atrás oferecendo uma tentadora mamadeira de leite escondida por baixo”.

A imagem é uma triste lembrança do que os seres humanos têm feito com esta espécie majestosa. Quando um elefante é morto por seu marfim, isso afeta não só o elefante envolvido em particular, mas também toda a sua família. Bebês, tais como Loboito, são cruelmente privados de suas mães, enquanto os elefantes mais velhos são privados de seus filhos, irmãs ou irmãos. O vínculo entre mães de elefantes e seus bebês é semelhante ao de mães humanas e crianças. Elefantes são animais altamente inteligentes e emocionais que amam e cuidam uns dos outros tão fortemente quanto os seres humanos cuidam uns dos outros. Quando um membro de uma manada de elefantes é perdido — por qualquer razão — eles choram e lamentam por seus entes queridos.

Elefantes vivem naturalmente em grupos matriarcais, encabeçados por uma elefanta mais velha, que geralmente é substituída por sua filha mais velha quando ela morre. O grupo compreende tipicamente a matriarca, suas filhas, e seus filhotes. As fêmeas apoiam-se mutuamente no cuidado e na educação de seus jovens, enquanto os machos adultos vagueiam em grupos separados “de solteiros”. Os profundos laços de amor entre as famílias de elefantes e membros da manada persistem até a morte … mas como esta imagem de Loboito e seu cobertor demonstra, quando a família é dilacerada por caçadores, esses laços são tragicamente perdidos para sempre.

    Fonte: One Green Planet

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