‘Estrelinha’ morre presa a linhas de pesca clandestina em Laguna, SC

‘Estrelinha’ morre presa a linhas de pesca clandestina em Laguna, SC
Foto: Cristiano Evaristo / Divulgação e Ronaldo Amboni

Considerados amigos dos pescadores, os botinhos deram à laguna o título de “Capital Nacional dos Botos”. No entanto, segundo moradores do local e instituições que preservam essa e outras espécies marinhas, o número de mortandade tem aumento a cada ano. Motivo: a pesca clandestina. Os bichinhos se enroscam nas redes e acabam morrendo. 

Nesta terça-feira (27) mais um boto pescador da espécie nariz-de-garrafa apareceu já sem vida, por moradores no Rio Carniça, em Laguna, com escoriações pelo corpo, preso a linhas de rede de pesca clandestina. A Polícia Ambiental atendeu a ocorrência  e o animal foi recolhido pelos profissionais do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

O golfinho, que ajudava pescadores na localização de cardumes, era chamado carinhosamente de “Estrelinha”. No entanto, a equipe da Udesc ainda não informou o sexo do animal e nem as causas oficiais da morte.

Um blog de Laguna, o DocMarcio, publicou a seguinte mensagem: “O conhecido boto pescador Estrelinha foi encontrado morto por afogamento, preso em redes clandestinas da pesca do bagre na foz do rio Tubarão.

Mesmo sendo um animal protegido por lei e considerado patrimônio nacional por sua interação com o pescador artesanal de tarrafas, as autoridades não o protegem. Resta a soberania do contraventor que reina absoluto nesta pobre Laguna sem leis nem autoridades que as apliquem.

Estrelinha era um boto da espécie “Nariz de Garrafa” (Tursiops truncatus), que na cidade de Laguna, sul do Brasil, numa estranha e surpreendente amizade ao pescador de tainhas, faz o cerco do peixe e o conduz ao alcance  dessas redes de arremesso, as tarrafas, das quais ele não tem medo e não lhe apresentam ofensa ou perigo”.

Fonte: Criciúma News 


Nota do Olhar Animal: Sempre bom lembrar que peixes são tão sencientes quanto botos. Vale ler o artigo Os peixes: uma sensibilidade fora do alcance do pescador.

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.