Estudante acusa CCZ de sacrificar cão de estimação sem consentimento, em Campo Grande, MS

Estudante acusa CCZ de sacrificar cão de estimação sem consentimento, em Campo Grande, MS
Alf posando para foto. (Foto: Direto das Ruas)

A estudante de direito Laiana Scheibler, 27 anos, acusa o CCZ (Centro De Controle De Zoonoses) de sacrificar o seu cachorro de estimação, “Alf”, sem consentimento. A tutora afirma que o animal era vacinado e não tinha doença. “Meu coração está em pedaços”, lamentou.

Segundo Laiana, mora numa vila com quatro casas, na Vila Palmira, e Alf ficava dentro do imóvel, pelo menos na maioria do tempo, mas quando escapava ia para a rua porque os vizinhos esqueciam o portão aberto. No dia 23 de dezembro, ela saiu por volta das 7h para ir ao estágio, quando horas depois recebeu mensagem da mãe informando que o animal havia fugido.

Ao chegar em casa, a estudante foi atrás de Alf, mas sem sucesso. Quatro dias depois de buscas, no dia 27, Laiana resolveu ir ao CCZ e encontrou o animal em um dos canis. “Fiquei muito feliz e falei para o servidor que o cachorro era meu. Que iria levá-lo embora. Foi quando virou para mim e disse: Não poderá levá-lo. Ele terá que passar por exames”, contou.

O funcionário disse que a tutora também deveria pagar uma taxa R$ 52.70, sendo R$ 15 do microchip e R$ 37,79 do resgate que o órgão fez ao ir buscar o animal na rua. O valor deveria ser pago em agência bancária ou numa casa lotérica. “Deixei todos os meus dados e contatos com o CCZ e disse que voltaria para resgatá-lo. No momento estava sem dinheiro”, contou.

Alf brincando no sofá de casa. (Foto: Direto das Ruas)
Carteira de vacinação do animal, que tinha pouco mais de 4 anos. (Foto: Direto das Ruas)

Ontem (15), 19 dias depois, Laiana voltou ao órgão e para sua surpresa o cachorro havia sido sacrificado. “Eles falaram que já tinha passado do prazo que era de 3 dias. Mas quando fui lá atrás do meu cachorro, ninguém me falou que havia um tempo determinado. Ele não tinha doença. Era vacinado e vivia dentro de casa com crianças”, reclamou. 

Outro lado – Segundo a Prefeitura, por meio de nota, o animal foi recolhido no dia 23 de dezembro, após denúncias de que ele estaria avançando nas pessoas que transitavam pela rua. Três dias depois a proprietária compareceu ao CCZ para fazer o reconhecimento do animal, sendo informada de suas responsabilidades e prazo de três dias úteis para a retirada, conforme a lei complementar municipal nº 79/2005 e a estadual nº 2990/2005, que tratam da posse de animais.

“Ela retornou ao CCZ apenas 20 dias depois do primeiro contato. Como o animal era agressivo, não podendo ficar com outros cães, e avançava também em humanos (ele tinha um comportamento incompatível para ser colocado para adoção), somado ao fato de receber o diagnóstico clínico de Leishmaniose – ele possuía feridas pelo corpo, aumento de linfonodos, anemia e emagrecimento – fatos esses que resultaram na eutanásia do animal”, informou o texto.

Por Viviane Oliveira 

Fonte: Campo Grande News

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