MS CampoGrande atirou gata arrependido H

Estudante de medicina que atirou na gata Vivi diz que está arrependido

Animal estava na rua quando foi atingido por tiro em Campo Grande. Ele confessou ter atirado em outros animais na mesma noite, diz polícia.

O estudante de medicina Leonardo Lyrio de Souza, de 24 anos, indiciado pela morte de uma gata em Campo Grande, disse que está arrependido e que não teve a intenção de matar o animal. Ele conversou por telefone nesta terça-feira (26) com a produção da TV Morena, mas não quis gravar entrevista.

O rapaz admitiu que atirou no animal sem querer. Segundo a polícia, outros jovens estavam com o estudante no mesmo carro, na noite em que a gata foi baleada, no bairro Monte Carlo, na capital de Mato Grosso do Sul. A polícia vai investigar a participação desses jovens no crime.

MS CampoGrande atirou gata arrependido

Em depoimento à polícia, o estudante disse que foi uma brincadeira e que já tinha atirado em outros gatos durante o percurso naquela noite, mas só acertou uma. Ele relatou que antes atirava em latas.

Segundo a delegada Ana Cláudia Medina, titular interina da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Atendimento ao Turista (Decat), o estudante também comentou que pediu para o motorista parar e ele poder mirar melhor no animal.

A espingarda seria de pressão e a bala ficou alojada na coluna do animal. A gata foi levada para uma clínica, onde precisou passar por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na noite de sábado (23).

O estudante se apresentou acompanhado de um advogado e foi indiciado indiciado por maus-tratos contra animais, agravado pela morte. A pena varia de três meses a um ano de detenção e multa.

“São atitudes inconsequentes, inaceitáveis, que não demonstram nenhum tipo de respeito pelos animais. Então, isso é reprovável, é crime e nós vamos responsabilizar aqueles que assim agirem”, afirmou a delegada Ana Cláudia Medina.

Imagens do crime

Vídeo gravado por uma câmera de segurança de uma residência no bairro Monte Carlo mostra o momento em que um carro para no meio da rua e um tiro é disparado contra uma gata. O animal foi socorrido pela arquiteta Priscilla Melli, de 29 anos, e amigos dela. Agora a luta é conseguir ajuda para pagar a conta na clínica veterinária.

Ao G1, a arquiteta disse emocionada imaginou que a gata tinha sido atropelada. “Mas, o veterinário falou que foi um tiro e que a bala estava alojada na coluna dela”, lembrou.

A jovem chegava em casa quando se deparou com a gata se arrastando para atravessar a rua por volta das 1h (de MS) na sexta-feira (22).

Na ocasião, um vizinho da jovem seguiu o carro por alguns metros. Um dos ocupantes do veículo estava com uma arma de cano longo para fora do carro e apontava para outro animal. Quando perceberam que estavam sendo seguidos, fugiram.

O animal foi levado para uma clínica 24h onde passou por uma cirurgia para recuperar o movimento das pernas, mas morreu horas depois.

Comoção nas redes sociais

A jovem contou sobre o crime para os amigos do perfil dela e gerou muita comoção. Ela conta com a ajuda da rede social para receber doação de qualquer valor em dinheiro. Ela precisa pagar o gasto gerado pelo atendimento do animal.

Mais de 110 pessoas compartilharam e comentaram a imagem de luto que a jovem postou. O caso foi registrado como praticar ato de maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos com disparo de arma de fogo pela 3ª Delegacia de Polícia de Campo Grande.

MS CampoGrande atirou gata arrependido2

Fonte: G1

Nota do Olhar Animal: Soa como um sarcasmo esta declaração de “arrependimento” de alguém que anteriormente vinha friamente atirando em outros animais até fazer uma vítima fatal (se é que não há outras) e ser flagrado por uma câmera de segurança. Se há arrependimento, parece ser apenas pelo fato de não ter checado se havia câmeras gravando seu crime, o que faz com que, agora, ele seja execrado.

Mais notícias

{module [427]}

{module [425]}

Os comentários abaixo não expressam a opinião do Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.