Estudantes de Gurupi (TO) criam prótese com blocos de montar para cães amputados

Estudantes de Gurupi (TO) criam prótese com blocos de montar para cães amputados
Prótese permite que cachorro possa sentar. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Estudantes de Gurupi, no sul do Tocantins criam próteses usando blocos de montar para cães que tiveram as patas amputadas. A tecnologia permite que o animal possa sentar. O suporte foi testado em um cachorro robô.

“A gente viu que as próteses para animais atualmente não são aperfeiçoadas suficientemente para satisfazer as necessidades dos animais. As próteses fazem com que o bicho perca algumas mobilidades muito importantes. Fizemos uma inovação com a prótese que devolve a mobilidade ao animal”, explica o estudante e pesquisador Wesley Batista da Silva.

O mesmo grupo que desenvolveu a prótese vai participar de um festival de robótica, em Brasília com outra invenção. Durante meses os alunos, desenvolveram um robô, batizado de Wally, também construído com blocos de montar.

Para se destacar no festival, a equipe precisa fazer o robô realizar doze provas em um circuito, no tempo máximo de dois minutos e meio. Em uma das provas, Wolly faz um cão guia sentar, sinalizando para o deficiente visual que não é o momento de atravessar a rua.

O estudante Vitor Ozaki ficou responsável pela programação do circuito. Foi ele quem desenvolveu os comandos do robô.

“No começo teve vários erros, com por exemplo na leitura do sensor. Com os erros a gente foi modificando nosso robô e a programação para funcionar. A gente conseguiu fazer com que tudo desse certo para conseguir realizar todas as etapas”, explica.

Já o estudante Guilherme Amaral ficou teve que montar a estrutura do robô e também das outras peças do projeto.

“A montagem é complicada porque são peças que tem que estar milimetricamente corretas. A gente tem que fazer todo o processo, várias provas, vários módulos diferentes. Deixando mais difícil trabalhar.”

Mas sem a participação do estudante Wesley Batista da Silva nada seria possível. Foi ele quem pesquisou todo processo para que o resultado final desse certo.

Participar da competição é importante, mas o professor Weslley Nunes diz que o essencial mesmo é o aprendizado.

“A proposta é muito interessante porque a gente aplica na robótica o conteúdo discutido na sala de aula. Eles têm que utilizar princípios da física. Então a gente tem que pensar em soluções tecnológicas que vão interagir e integrar com ensino regular”, defende.

Robô terá que realizar 12 provas no circuito. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Robô terá que realizar 12 provas no circuito. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

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