EUA: Homem é condenado a nove meses de prisão por não alimentar sua cachorra

EUA: Homem é condenado a nove meses de prisão por não alimentar sua cachorra

Uma juíza do Circuito de Palm Beach lembra como a cachorra Bella estava “esquelética”. Anthony Herring foi proibido de aproximar-se de animais e fará serviço comunitário quando sair da prisão. A cachorra pesava apenas 10,43 kg e não parava em pé, muito menos caminhava quando foi resgatada em junho de 2014.

Por Marc Freeman / Tradução Adriana Aparecida Shinoda Marques

EUA Florida preso cachorra

Um homem de Delray Beach foi condenado a nove meses de prisão por deixar que sua cachorra pitbull quase morresse de fome.

A juíza Karen Miller do circuito do Condado de Palm Beach disse que enquanto sentenciava Anthony Herring, de 38 anos, lembrou como a cachorra Bella estava “esquelética” sob a custódia de Herring.

O fiscal do estado Dave Aronberg e a fiscal adjunta do estado Judy Arco pretendiam que Herring passasse um ano na prisão, como parte de uma sentença de três anos de liberdade condicional, pela “chocante” atitude de privar comida e água à cachorra durante semanas. Arco qualificou o caso como um dos piores casos de maus-tratos aos animais nos últimos anos no condado.

Mas o defensor público adjunto, Christofer Fox-Lent, alegou que Herring era réu primário e que a forma como tratou Bella “não lhe causou dor e sofrimento de forma intencional”.

O advogado de defesa pediu também três anos de liberdade condicional, mas sem tempo de prisão uma vez que já foram cumpridos quase cinco meses, de forma que em sua ficha criminal não constasse que foi declarado culpado de um delito de pena maior.

Herring se pôs em pé e pediu clemência, dizendo que havia deixado de cuidar da cachorra devido à problemas pessoais, entre os quais a má saúde de sua mãe e seu “doloroso divórcio”.

“Aprendi com meus erros”, disse Herring, pai de quatro filhos, e que pediu à juíza que o deixasse em liberdade “pois eu preciso deles, como eles precisam de mim”.

Mas Miller informou que concordava com o Ministério Público, e que ele merecia mais tempo de prisão ao invés de liberdade condicional, mesmo que o ex-funcionário público municipal e técnico de futebol juvenil possa ter dificuldades para encontrar trabalho por ser criminoso condenado a uma maior pena.

Fonte: El Nuevo Herald

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