Evento no Jardim Zoológico de BH tenta barrar o tráfico de animais

Evento no Jardim Zoológico de BH tenta barrar o tráfico de animais

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Terceira maior atividade ilícita do mundo, atrás apenas do tráfico de drogas e de armas, o comércio ilegal de animais movimenta mais de R$ 400 bilhões por ano no mundo. Para tentar conter o crime, que traz consequências drásticas para a fauna brasileira, a saída é sensibilizar a população.

Com este objetivo, o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais realiza neste domingo (7) o 2º Dia de Conscientização de Combate ao Tráfico de Animais Selvagens. O evento, no Jardim Zoológico, entre 10h e 16h, é gratuito, e o público será informado a respeito da importância do combate ao crime.

O tráfico é um dos fatores que impacta no número de apreensões de animais realizadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Em Minas, foram realizadas 5.358 apreensões no ano passado.

As apreensões feitas pelo Ibama também podem ser motivadas por outras ilegalidades, como o descumprimento da Lei Estadual que proíbe a presença de animais em circo. Na quarta-feira, um leão foi recolhido do circo Aritana, que estava armado em Passa Tempo, no Centro-Oeste de Minas. O animal, manso e de idade avançada, será encaminhado a um zoológico do Espírito Santo.

Fonte: Hoje em Dia 

Nota do Olhar Animal: Como pretender desestimular o tráfico (que em sua maior parte é de aves usadas para o mesquinho ‘deleite’ visual e auditivo de quem as compra) em um ambiente cuja atividade é explorar comercialmente o confinamento dos animais? O CRMV/MG estará se posicionando contra a existência daquele zoo? Em Goiás, o CRMV manifestou-se publicamente a favor dos zoos, ao colocar-se contra um projeto de lei que extingue o da capital goiana.

A existência de zoológicos estimula o tráfico, na medida em que “coisifica” os animais, tornando-os meros objetos para satisfazer a curiosidade inconsequente e danosa do público. Zoos devem ser banidos. Suas funções de preservação de espécies podem ser muito bem (e melhor) cumpridas por santuários, com visitação restrita, quiçá evoluindo para uma preocupação com o interesse de cada indivíduo animal. E dizer que zoológicos têm funções educacionais seria risível se não fosse trágico. Zoos “educam” para o desrespeito aos interesses dos animais, para o egoísmo de quem quer “desfrutar” da proximidade com esses seres, mesmo que isto custe aos bichos o confinamento e todo o sofrimento e abuso que isto representa. Educar ambientalmente é conscientizar e sensibilizar as pessoas para os impactos que suas ações têm para os outros seres que habitam o planeta, buscando que não sejam danosos, e não adestrar pessoas para a preservação e ampliação da exploração de recursos, como aliás são vistos os animais pela maioria dos ‘educadores’ ambientais. O que se convencionou chamar de “educação ambiental” ainda passa longe da ética, infelizmente.

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