Luciana com alguns de seus cães na casa de Vila Valqueire Foto: Guilherme Pinto / Extra

Ex-bancária transforma sua casa em abrigo para animais vítimas de maus-tratos

Quando uma tia de Luciana Viana Carvalho, de 48 anos, morreu, em 2001, deixou-lhe de herança uma casa na Vila Valqueire, no Rio de Janeiro, com a condição de que a sobrinha cuidasse de seus cinco cães. Na época, Luciana morava num apartamento em Madureira com 12 gatos. No novo lar, o número de animais aumentava a cada vez que encontrava um abandonado na rua ou na frente do portão. Hoje ela vive rodeada por eles (já chegaram a 300!), que tomaram conta de todos os cômodos, além do quintal. Atualmente, são 110 cães e 80 gatos, e para mantê-los, a ex-bancária — que abandonou o emprego para cuidar dos bichos em tempo integral —, precisa de ajuda.

É que essa paixão animal tem um custo é alto. Só a ração para os cães (60kg/dia) consome cerca de R$ 6 mil mensais. A alimentação dos gatos fica em torno de R$ 1.800. Com água, mais R$ 1,8 mil, já que o ambiente precisa estar sempre limpo para atender às exigência da Vigilância Sanitária. Há ainda despesas com pessoal — três funcionários —, luz, veterinário e petshop.

Sem patrocínio, o seu abrigo, batizado de Casa Angelus Amigo Bicho, é bancado com recursos de um brechó e da hospedagem de animais, além de doações, vaquinhas e rifas. Mas as dívidas vêm crescendo. São R$ 24 mil só de clínica veterinária e outros R$ 5 mil de petshop. Por isso, ela iniciou campanha nas redes sociais pedindo contribuições.

— O lado bom é quando consigo tirar da rua um animal em situação de sofrimento e vejo a transformação deles — diz Luciana, que apesar dos pesares continua seu trabalho de resgatar bichos abandonados ou vítimas de maus-tratos.

Quando o animal está recuperado, ela busca um novo lar para ele.

Quem quiser conhecer o trabalho da protetora de animais e, de quebra, levar um cão ou gato para casa, terá oportunidade em 15 de setembro, durante a feira de adoção que o abrigo organizará no Centro de Convivência da Vila Valqueire, na Avenida Jambeiro 908.

Por Geraldo Ribeiro

Fonte: G1

Protetor não é acumulador: cuidado com essa construção especista!

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