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Ex-trabalhador de fazenda nos EUA pega três meses de prisão no caso do abate de cabras

Por Marc Freeman / Tradução de Alice Wehrle Gomide

O júri viu os vídeos da suposta “tortura” animal e dois meses atrás condenou um fazendeiro de Loxahatchee, na Flórida, EUA, resultando em uma sentença de um ano de prisão.

Mas o homem chamado de “açougueiro” do fazendeiro no mesmo caso do abate de duas cabras não quis se arriscar no julgamento.

Esta semana, Rafael Ramirez, 50, aceitou um acordo ao invés de ter que enfrentar outro júri do Condado de Palm Beach vendo os vídeos gravados secretamente por um grupo de ativistas dos direitos dos animais em uma missão para acabar os supostos abusos.

A juíza da circunscrição Samantha Schosberg Feuer no último dia 19 sentenciou Ramirez, de Loxahatchee, a três meses de prisão e três anos de condicional sob os termos que seu advogado negociou com o promotor do estado.

Ramirez se declarou culpado pelas quatro contravenções de crueldade animal e uma acusação de crime pela posse ou venda ilegal de carne de cavalo.

A Animal Recovery Mission (Missão de Recuperação Animal) de Miami, nos EUA, reportou ter encontrado filés de carne de cavalo no Rancho Garcia, onde Ramirez trabalhou para o fazendeiro Jorge Garcia, 48. A promotora Judy Arco disse que os agentes não têm evidências de cavalos sendo abatidos na propriedade.

Como Ramirez se declarou culpado pela acusação da carne de cavalo, esta não aparecerá como uma condenação criminal em sua ficha, contanto que ele cumpra todos os termos impostos pela juíza. Esses incluem o pagamento de uma multa de US$ 3.500 e manter-se longe de animais.

Enquanto estiver em condicional, Ramirez estará proibido de possuir qualquer animal de fazenda, como cabras, porcos, galinhas, vacas, galos, e “especialmente cavalos de qualquer tipo”, ordenou a juíza.

Além disso, Ramirez viola os termos se ele: matar qualquer animal, trabalhar em qualquer negócio onde animais estão sendo abatidos; e viver com alguém que tenha animais de fazenda ou cavalos.

Os agentes de controle animal e representantes que trabalham nos crimes agrícolas do xerife conduzirão inspeções aleatórias na residência de Ramirez, de acordo com a ordem do tribunal.

Anos de denúncias da comunidade sobre a suspeita tortura animal faz com que os membros do grupo ativista se passem por clientes em busca de carne nas três fazendas de Loxahatchee no verão passado.

Os investigadores gravaram os vídeos secretos mostrando as cenas mais tarde descritas no tribunal como abate desumano. Oito homens, incluindo Ramirez, foram presos nas batidas realizadas em outubro nas fazendas.

Ao sentenciar Garcia, a juíza Schosberg Feuer disse que ela considerou o testemunho de como numerosos animais de fazenda, não somente as cabras abatidas, foram “torturados, brutalizados e viviam na imundície”.

“As condições na fazenda Garcia eram deploráveis”, ela disse.

Richard Couto, fundador do Animal Recovery Mission, testemunhou que parecia como se as pessoas que trabalhavam na fazenda “gostavam de torturar os animais”.

A fazenda foi fechada e a propriedade está à venda.

No julgamento de Garcia, Arco argumentou que o réu permitiu que as duas cabras sofressem de dor ao serem penduradas de cabeça para baixo antes de terem suas gargantas cortadas.

O advogado de Garcia, Andrew Stine, argumentou que os vídeos feitos em 22 de agosto e 12 de setembro não provam que as cabras sofreram, e ele disse que a intrusão na propriedade privada violou os direitos de Garcia. Uma apelação está focada na decisão da juíza de permitir que os vídeos fossem utilizados no julgamento.

Fonte: Sun Sentinel

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