Excalibur, o cão da doente com ébola, foi abatido

Excalibur, o cão da doente com ébola, foi abatido

ESPANHA excalibur K-556x313-noPad

Excalibur já morreu. O cão de Teresa Romero Ramos, a espanhola infetada com o vírus do ébola, foi abatido ao início da tarde desta quarta-feira, noticia o El Mundo, que tem mesmo um vídeo onde é possível ver o momento em que os bombeiros entraram na casa de Teresa Romero para ir buscar o animal e levá-lo para o hospital veterinário da Universidade Complutense de Madrid, onde o abate teve lugar.

Os procedimentos para que tal acontecesse iniciaram-se às primeiras horas da manhã. Os técnicos da autoridade sanitária de Madrid obtiveram a autorização judicial para entrar na casa da paciente e uma equipa dirigiu-se para o local.

O apelo feito esta terça-feira pelo marido de Teresa Romero, Javier Limón, não foi suficiente para impedir o abate do animal. Também uma petição com mais de 200 mil assinaturas e uma vigília de cerca de 50 pessoas à porta da casa do casal não conseguiram demover as autoridades madrilenas, que mobilizaram para o terreno um grande aparato policial, relata o El Mundo.

“Por mais doloroso que seja, há que abater o cão”, afirmou ao ABC Felipe Vilas, presidente da organização de veterinários de Madrid. “Nós, veterinários, estamos cá para defender a vida dos animais, mas há razões de peso para o fazer [abate]“, acrescentou.

Para o abate de Excalibur, o animal foi primeiramente sedado, depois eutanasiado com uma injeção letal. Já depois de morto, o corpo do cão foi colocado numa urna estanque que respeita estritas medidas de segurança biológica, para posteriormente ser cremado.

A atitude, diz Vilas, “é a correta”. “Dissemos [às autoridades de saúde] que tem de ser assim. Não o fazer seria uma negligência e uma temeridade”, afirmou.

Fonte: Observador (Portugal) / mantida a grafia original 

Nota do Olhar Animal: Repudiamos o assassinato de Excalibur, uma atitude grotesca das autoridades sanitárias espanholas, que cheias de medo causado, em grande parte, pela incompetência técnica, optam pela solução que lhes parece mais fácil: o extermínio. Quaisquer semelhanças com o enfrentamento da leishmaniose pelas autoridades brasileiras não é mera coincidência.

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.