Falta remover exceções absurdas na Lei de proteção animal da Colômbia

Falta remover exceções absurdas na Lei de proteção animal da Colômbia

Tradução de Maria Helena Lenzi

Colombia lei protecao animais

Embora os movimentos animalistas tenham celebrado a lei sancionada pelo presidente Juan Manuel Santos com a qual se pune com multas pesadas e até com prisão quem comete maus-tratos a animais na Colômbia, os animalistas asseguraram que ainda falta avançar no quesito da proteção animal.

Natalia Parra, diretora da plataforma ALTO e que trabalha em defesa dos animais assegurou que a lei compensa a dívida legislativa que o país tem frente à proteção dos direitos dos animais. “É um passo muito importante para um país como o nosso que historicamente tem uma dívida, um déficit legislativo, para com os animais”, disse a diretora.

Parra, que há seis anos lidera a defesa dos animais na Colômbia, disse que esse processo vinha sendo trabalhado desde a campanha do presidente Santos, “esta lei surge de um acordo que fizemos com a campanha do presidente Santos quando vários acordos estavam relacionados à proteção animal. No entanto, a ativista esclareceu que ainda há aspectos a melhorar, “resta aos animalistas e ao Congresso aprovar um projeto de lei que remova essas exceções absurdas, em matéria de regulação, de experimentação e de regulação de reprodução”, acrescentando que “estamos um pouco distantes, mas não tanto quanto antes” para poder alcançar uma lei completa de proteção aos animais no Congresso.

Fonte: RCNRadio 

Nota do Olhar Animal: A regulamentação legal da exploração animal já se mostrou um retrocesso para a proteção dos animais, especialmente no que se refere aos animais explorados para consumo humano. O consumo aumenta quando os produtores e comerciantes vendem ao público a ilusão de que os produtos passam a ser “éticos” por conta de medidas de bem-estar animal, motivo pelo qual aliás cada vez mais a indústria da morte adere a esta política. Claro, isso provoca mais mortes. E a legislação acaba legitimando esta farsa. Por outro lado, é comum que os procedimentos de bem-estar anunciados sejam meras fraudes, não sendo concretizados de fato. Enganam os consumidores duplamente. 

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