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Família salva baleia na praia da Figueirinha, em Portugal

Paulo Gordalina levou a família a passear à Praia da Figueirinha, em Setúbal, quando encontrou uma baleia presa nos bancos de areia. Ferido por uma rede de cordas nylon, o animal foi socorrido pela família, pescadores e outras pessoas.

Por Márcia Dâmaso Gomes

Uma família estava a observar golfinhos na Praia da Figueirinha, faz este sábado uma semana, quando aquilo que lhes parecia um tronco na superfície encostado aos bancos de areia era afinal uma baleia. Encontrava-se com uma rede de corda nylon com quatro metros presa aos tecidos da cabeça. Com a ajuda da população, conseguiu-se salvar o animal de 400 quilos.

O animal de grandes dimensões com barbatanas peitorais brancas “tinha algo estranho preso à sua cabeça e estava em evidente estado de aflição e prestes a encalhar, dada a baixa da maré ”, começa por contar ao PÚBLICO, Paulo Gordalina. “Foi possível entrar dentro de água e, segurando na rede, que estava presa à sua cabeça, mantê-lo no local. Tendo em conta a situação, havia urgência em evitar o encalhe definitivo do animal nos bancos de areia e dadas as suas dimensões – mais de 3 metros e seguramente cerca de 400 quilos – optámos por intervir ali mesmo e soltá-lo com a ajuda de um canivete, cedido por um pescador local.”

Apesar de ter contactado as entidades competentes, Paulo Gordalina decidiu não esperar, tanto mais que, sendo um sábado, a ajuda poderia tardar e “tendo em conta o tamanho e a condição do animal era necessário agir no imediato”. Assim, com a ajuda do canivete, retiraram os troços de corda de nylon que estavam alojados no tecido da cabeça da baleia, “tendo ela finalmente aberto a sua enorme boca, quase como sinal de agradecimento.”

Paulo Gordalina, com a ajuda de mais duas pessoas, empurraram o animal para o mar durante mais uma hora já que a baleia ficava sistemativamente presa nos bancos de areia. Uma lancha da Polícia Marítima com dois elementos acompanhou este processo. Quando chegou a águas mais profundas, começou a nadar e mergulhou, não voltando a dar sinal.

“Foi magnífico poder ter um contacto tão próximo com esta baleia e libertá-la de um sofrimento que já devia durar há várias semanas, dado o estado dos ferimentos. É incrível a resistência que um animal selvagem pode ter”, conclui Paulo Gordalina, que é filho de um veterinário.

Texto editado por Ana Fernandes

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Fonte: Publico.pt

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