Filhos: não fale do que eu não quero ouvir

Filhos: não fale do que eu não quero ouvir

Por Ellen Augusta Valer de Freitas

A grande maioria das pessoas – e isto é fato, é só olhar para o lado – tem os filhos sem nunca pensar se realmente estão preparadas mentalmente, se realmente terão condições financeiras, ou se o país onde vivem as acolherá.

Pois é fato que nascer em determinados países é muito cruel. Muitas crianças nascem sem futuro algum, com nenhuma estimativa de emprego digno ou a famosa “educação”, que muitos gritam por aí como solução para tudo.

Educação aqui em nosso país a maioria tem. Mas nem por isso a corrupção e a mediocridade diminuem.

Aparentemente elas crescem a cada dia, e os motivos não estão só na escola. Estão na família também.

Hoje, fazer faculdade é algo muito comum. Mas nem por isso a competência aumentou. E por aí pode-se ter uma ideia do que é eleger a educação como algo milagroso. E continuar jogando no mundo milhares de pessoas, muitas que nasceram por acaso, sem mesmo amor e planejamento dos pais.

Vocês que se ofendem tanto com quem não deseja ter filhos, deveriam se ofender mais ainda com aqueles que os têm (e pode ser o seu caso), mas os têm de forma egoísta, como um brinquedinho de adulto.

Aqueles que não levam as crianças a sério, que menosprezam seus sentimentos e que somente pensam no “prazer de ser mãe”. Como um dia ouvi de alguém: “terei um filho apenas pela experiência de ser mãe”.

A estas pessoas é que vocês, pais exemplares, deveriam criticar e com toda a razão. A criança não é um objeto, assim como os animais não o são. Mas, na cabeça de muitos, faz parte do joguinho social ter o cão e o filho. Pode-se desfazer-se do cão. Do filho, apenas lá no íntimo. Não publicamente.

Por essa razão é que muitos se ofendem de maneira excessiva, mal leem o texto até o fim, já acham que o assunto é consigo. Esses temas mexem muito com coisas internas de cada um. Mas, caso queiram alguma melhora para o mundo realmente e para seus próprios rebentos, está na hora de ler apenas, sem levar as coisas para o lado pessoal.

O excesso de pessoas causa, sim, um desgaste de recursos naturais. Isto já está sendo estudado há algumas décadas. Já está acontecendo também.

E é egoísmo sim. O clássico egoísmo humano de achar que tudo o que existe foi feito para si e para sua querida família. O resto que se dane! Lá no íntimo da mente humana há este pensamento e é apenas por esse pensamento, e talvez pelo orgulho, que a humanidade está acabando consigo mesma.

(É de conhecimento da Biologia que, quando começa a superpopulação numa espécie, ela tende a entrar em extinção no momento seguinte. Fenômeno que ocorre de bactérias ao ser humano.)

Fonte: ANDA


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