Filhote de cachorro-vinagre encontrado em MT é levado para criadouro no PR depois de 17 dias internado

Filhote de cachorro-vinagre encontrado em MT é levado para criadouro no PR depois de 17 dias internado

Um filhote de cachorro-vinagre, que está em risco de extinção, passou 17 dias internado no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, depois de ter sido resgatado e entregue à Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), em Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá.

No hospital veterinário, o animal silvestre passou por um check-up, uma bateria de exames desde básicos, como hemograma, bioquímica sérica e coproparasitológico até os complexos cinomose e parvovírus. Ele já tinha feito exame de leishmaniose e que durante o período em que esteve internado foi tratado para coccídiose, doença causada por um parasita intestinal.

Depois do tratamento, o filhote foi encaminhado na última quinta-feira (8) para o Criadouro Onça Pintada, no Paraná, por equipes da Sema, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental de Mato Grosso, Centro Nacional de Predadores (Cenap) e o Criadouro Onça Pintada.

O encaminhamento foi feito, segundo a Sema, para o revigoramento genético de prole dos animais cativos. No criadouro, ele terá uma assistência adequada.

De acordo com a Sema, desde o dia em que chegou em Cuiabá até receber alta, o cachorro-vinagre não teve contato com nenhum outro canídeo de qualquer espécie e manteve acesso restrito a pessoas, sendo atendido apenas por veterinários responsáveis pelo caso.

A restrição ao contato com os canídeos, como cães, lobos e raposas, é importante porque o cachorro-vinagre é sensível a doenças comuns nestas espécies.

O criadouro fica em Campina Grande do Sul (PR) e é mantido pela Associação de Pesquisa e Conservação da Vida Silvestre, que tem como objetivo sustentá-lo e ampliá-lo dentro dos padrões de qualidade exigidos pelo Ibama, colaborando com a preservação e perpetuação da fauna e da flora silvestre do país.

Criado em 1995, o espaço ocupa uma área de 132 hectares e possui mais de 150 recintos que abrigam 2,2 mil animais de 190 espécies. Esta população silvestre é mantida para Programas de Recomposição e Manejo, com desenvolvimento de técnicas de criação e pesquisas na área de atuação.

Fonte: G1

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