Filhote de gato sobrevive após ser enterrado vivo

Filhote de gato sobrevive após ser enterrado vivo

Por Mariana Fernandes

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Um gato de 3 semanas de vida foi enterrado vivo pelo tutor, no quintal de uma casa, em São Vicente, SP. Ele só foi resgatado com vida porque uma testemunha ouviu miados do animal e chamou a polícia. Além de escapar da morte, o bicho ainda ganhou um novo lar: o do delegado que registrou a ocorrência.

O caso ocorreu no domingo (21), por volta das 11 horas, quando uma mulher, que reside no Jardim Rio Branco, em São Vicente, ouviu um barulho que chamou sua atenção. A testemunha, que não quis se identificar, contou a A Tribuna On-line que procurou ver o que estava acontecendo, quando presenciou o momento em que um rapaz, de 19 anos, enterrava no quintal de sua casa um filhote de gato vivo. Imediatamente, a mulher, que preferiu não prolongar a entrevista, chamou a polícia.

Era plantão do delegado Norberto Donizete Bergamini, na Delegacia Sede de São Vicente, que fica no Centro da Cidade. Assim que a denúncia chegou à unidade policial, ele solicitou imediatamente que os investigadores, junto com peritos do Instituto de Criminalística (IC), fossem ao local.

SP saovicente gatoenterrado8787imageBergamini contou que, no momento em que ouvia a testemunha, pressentiu que o gato ainda poderia estar vivo. “Com certeza, o tempo de profissão, o feeling e minha dedicação pelos animais falaram mais alto”, afirma o delegado.

Policiais foram ao endereço apontado pela mulher e recebidos pelo morador da casa, um vendedor de 19 anos. Questionado, ele admitiu que havia enterrado o gato e levou os PMs ao fundo da casa.

Segundo o delegado, o cenário encontrado pelos policiais era cruel: uma cova de 70 centimetros de profundidade encoberta por pedras. O filhote foi desenterrado pelos policiais, que se surpreenderam ao ver que ainda respirava, mas com muita dificuldade.

“O gato passou quatro horas enterrado, isso é uma falta de humanidade do cidadão” comenta Bergamini.

Não sabia

Procurado pela Reportagem, o rapaz relatou que não sabia que o animal estava vivo. “Adotei uma gata de rua e ela deu cria. Pela manhã, quando acordei, fui ver o gato e ele não se mexia. Para mim, ele estava morto, entrei em desespero quando vi que ele estava vivo”.

Na delegacia, a autoridade policial elaborou um Termo Circunstanciado (TC). Segundo Norberto Bergamini, a pena por abuso contra animais varia de 1 a 3 anos de prestação de serviços à comunidade.

Dono de vários animais, Bergamini disse que o gato recebeu um nome especial, “Chico Guerreiro”, em homenagem a São Francisco de Assis. ”Talvez aquela história que ouvimos desde pequenos de que gatos possuem sete vidas, seja verdade”.

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Fonte: A Tribuna

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