Filhotes de tamanduá ganham bichos de pelúcia e cobertor para enfrentar o frio em MS

Filhotes de tamanduá ganham bichos de pelúcia e cobertor para enfrentar o frio em MS
Filhotes em ambiente aquecido, com seus cobertores e bichinhos de pelúcia. (Kísie Ainoã)

O frio chegou pesado e quem não tem mãe, ganha bichinho de pelúcia para se esquentar no CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres). Para proteger da baixa temperatura os animais resgatados, há uma verdadeira operação de guerra para garantir conforto térmico e bem-estar para os animais silvestres.

 

Aline Duarte, coordenadora do CRAS, explica que atualmente 250 animais estão abrigados para reabilitação. Pelo menos 20 deles são filhotes, cerca de 70% aves. “Eles precisam de cuidados extras, por isso, eles ficam em uma sala com aquecedores para mantê-los expostos a temperaturas amenas”, explica ela.

Coordenadora do CRAS explica manejo dos animais durante os períodos frios. (Foto: Kísie Ainoã)
Coordenadora do CRAS explica manejo dos animais durante os períodos frios. (Foto: Kísie Ainoã)

No caso dos tamanduás, além do ambiente aquecido, cada filhote recebe também cobertores e ursinhos de pelúcia. Segundo a coordenadora, isso é necessário porque na natureza eles chegam a ficar de 10 meses a um ano agarrados à mãe e assim tentam reproduzir algo semelhante. “O tamanduá mais novo tem cerca de dois meses de vida e os filhotes ficam aqui até que cresçam o suficiente para que possam ir lá para fora”, pontua Aline.

Os cuidados especiais não são uma exclusividade do berçário, os animais adultos também têm tratamento especial no inverno, diz ela.  “É o segundo frio desse ano, os animais adultos já estão acostumados com o frio, o que a gente faz com o recinto é providenciar um corta vento porque quando estão na natureza eles se escondem nos topos de árvores ou em qualquer outro abrigo, aqui a gente faz essa simulação colocamos lonas nas grades e em alguns casos, caixa de papelão”..  

Lonas usadas como corta vento para proteger as aves abrigadas. (Foto: Kísie Ainoã)
Lonas usadas como corta vento para proteger as aves abrigadas. (Foto: Kísie Ainoã)

A manutenção das lonas é realizada semanalmente enquanto durar o frio e são retiradas dois ou três dias depois que as temperaturas começam a subir para que os animais possam voltar ao ambiente natural.

Para ninguém ser surpreendido, a equipe fica de olho na previsão do tempo. “A gente vai acompanhando antes a previsão do tempo para não sofrer aquele impacto. Às vezes tem uma perda ou outra de animais e  esse trabalho ajuda a diminuir”, explica Aline

Aquecedores garantem temperaturas mais amenas nos abrigos dos animais. (Foto: Kísie Ainoã)
Aquecedores garantem temperaturas mais amenas nos abrigos dos animais. (Foto: Kísie Ainoã)

O biólogo Allyson Fávero diz que neste momento em que a temperatura está mais baixa, os aquecedores ficam no máximo, o que permite uma temperatura próxima dos trinta graus. Em noites mais quentes, com exceção do verão, a temperatura fica entre 20 e 25 graus.

Sobre o perfil dos animais que estão no berçário do CRAS, o biólogo conta que a maioria se trata de filhotes órfãos que perderam as mães por atropelamento ou alguma outra razão.

“A gente tem parceria com o Instituto Tamanduá. Os animais não tem nomes oficiais, mas para que a gente consiga identificar os tamanduazinhos nós os apelidamos de Trovão, Tungá, Tinoco e Flora”, conta a médica veterinária Fernanda Cristina Jacoby.

Tinoco, o menorzinho da turma, e Trovão são os felizardos proprietários de bichinhos de pelúcia que ajudam a dar aos pequenos a sensação da presença materna.

Por Maurício Ribeiro e Liniker Ribeiro 

Fonte: Campo Grande News

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.