‘Fiquei indignada’, diz internauta que encontrou filhote de cão ferido em RR

Internauta contou ter encontrado um cachorro queimado por óleo quente. Segundo PM, prática de maus-tratos contra animais é crime ambiental. 

Por Anna Caroline da Costa 

‘Fiquei indignada’, disse a internauta Anna Caroline da Costa, de Boa Vista, que diz ter salvo um filhote de cachorro queimado por óleo quente. Segundo ela, que enviou o relato por meio da ferramenta VC no G1, o episódio aconteceu na segunda-feira (9) quando encontrou o cachorro ferido em uma rua no bairro Cinturão Verde, zona Oeste. No entanto, o filhote não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã desta quarta-feira (11).

“Estava saindo de casa quando vi o cachorrinho com a mãe. Ele chorava, estava todo melado de óleo e machucado no pescoço e no traseiro”, contou, afirmando que muitas pessoas viram o animal ferido, mas não ajudaram. “Fiquei indignada com a situação. Todos só olhavam, mas ninguém ajudou o animalzinho”.

A internauta disse ainda que não identificou o autor da suposta violência contra o cachorro. Após resgatar o animal, Anna o levou para um consulta no veterinário e comprou remédios para tratar as lesões do filhote, mas contou que infelizmente o animal não sobreviveu.

Nota da redação do G1: A reportagem do G1 entrou em contato com o comandante da Companhia Independente de Policiamento Ambiental (Cipa), o major Arcanjo e foi informado que a prática de maus-tratos contra animais é classificada como crime ambiental e, caso violência seja comprovada, o autor devem responder criminalmente pelo ato.

“Se há comprovação do crime, a pessoa que pratica atos de violência contra os animais é autuada na delegacia especializada e responde criminalmente pela prática”, disse.

O major esclareceu ainda que quaisquer denúncias de maus-tratos devem ser feitas por meio do número 190 da Polícia Miltar (PM). “Assim que recebemos a denúncia, deslocamos uma unidade da Cipa para o local e tomamos todas as medidas cabíveis no que diz respeito à responsabilização dos autores do crime”, explicou.

Fonte: G1

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