Florianópolis (SC) renova campanha contra farra do boi e cria rede de combate à tortura

Florianópolis (SC) renova campanha contra farra do boi e cria rede de combate à tortura
Maior número de ocorrências da farra do boi são registrados durante o período da quaresma. – Foto: Divulgação/ND

Em 2020, a Prefeitura de Florianópolis renovou a campanha contra a farra do boi, realizando a ação pelo segundo ano seguido. Batizada de “Farra do Boi é tortura”, a campanha busca conscientizar a população através de outdoors e faixas de segurança espalhadas, criando também uma rede de combate contra a prática.

A farra do boi é considerada crime desde 1998. A prática consiste em soltar o animal em um campo aberto e incentivá-lo a perseguir os participantes.

A partir daí, o boi é agredido com objetos até ser ferido e demonstrar exaustão, a ponto de não conseguir se levantar. Ao final das agressões o animal costuma ser sacrificado.

Conforme a prefeitura, a temporada da Farra do Boi ocorre de novembro a maio. O maior número de ocorrências são registrados durante a quaresma, que inicia após o Carnaval e termina na Quinta-feira Santa, que antecede a Páscoa.

Campanha

A edição de 2020 da “Farra do Boi é tortura” começou em janeiro. Desta vez, a campanha conta com apoio de ativistas da causa animal, ONGs (Organizações Não Governamentais) e órgãos oficiais.

Conforme a prefeitura, a campanha deste ano reforçou a parceria com polícias Militar e Civil, MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), Guarda Municipal e Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina), criando uma rede de combate contra a prática.

Denúncia
O número para denunciar a farra do boi é 190. A prática da farra do boi é considerada crime de maus-tratos animais, pela Lei de Crimes Ambientais nº 9.605 de 12 de fevereiro de 1998, e pode resultar em processo criminal e multa.

Fonte: ND Mais


Nota do Olhar Animal: Difícil confiar nas ações contra a farra do boi de uma prefeitura que têm à frente um apoiador dos rodeios, o sr. Gean Loureiro. De qualquer forma, o diferencial neste momento são as ONGs assumindo seu papel no combate à farra, antes entregue totalmente a um pseudo-protetor que durante muitos anos foi o único interlocutor com autoridades, para azar dos animais. Que as ONGs tenham sucesso, vamos acompanhar.

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