‘Foi um surto’, diz suspeito de matar aves de zoo com bolinhas de gude em Rio Preto, SP

‘Foi um surto’, diz suspeito de matar aves de zoo com bolinhas de gude em Rio Preto, SP
Acácio é suspeito de ter matado os animais: ele confessou (Fotos: Reprodução/ TV TEM)

O homem suspeito de ter matado cinco aves do Bosque Municipal de São José do Rio Preto (SP) nega que tenha cometido o crime ambiental por vingança, por não trabalhar mais no local. Ele foi detido nesta quarta-feira (18) na casa dele, no bairro Jardim Yolanda. “Foi um surto meu, foi do nada, quando vi já tinha feito”, afirma Acácio Aparecido Navarro.

Acácio, de 52 anos, confessou à polícia que praticou os ataques no bosque depois de ter sido demitido pela prefeitura de Rio Preto no ano passado, mas que os fatos não têm relação.

Acácio foi levado para a delegacia para prestar depoimento e deve responder em liberdade pelo crime ambiental. “Ele ficou surpreso com a polícia, achou que ia escapar dessa, ficar impune, por não ter câmeras no Bosque e testemunhas. Foi um trabalho de investigação pura”, afirma o delegado André Balura.

A Polícia Civil deve concluir em poucos dias o inquérito sobre o caso. Os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa do homem responsável pela morte dos animais.

Na casa os policiais encontraram 15 estilingues, três armas de pressão e muitas bolinhas e gude e chumbinho de pesca iguais aos que foram usados como munição. Funcionários do Bosque encontraram dois jacus e um aracuã mortos nos viveiros. Outras três aves ficaram feridas e foram internadas num hospital veterinário da cidade.

Urubu-rei estava no Bosque de Rio Preto desde
1998

Devido à gravidade dos ferimentos, um faisão prata e um urubu-rei, uma espécie bem rara, não resistiram e também morreram. Um urumutum segue internado em estado grave. Depois da crueldade a segurança na área do bosque passou a ser feita por guardas municipais.

Acácio alega problemas psiquiátricos como motivo de ter cometido o crime. Além de ter perdido o emprego, o suspeito também perdeu o pai recentemente e usava medicamento. “Tomo remédio para a cabeça, me deu cinco minutos de besteira e fiz aquilo lá, sendo que eu trabalhei lá. Eu me arrependo, não devia ter feito isso”, afirma.

Além da Polícia Civil, a Polícia Ambiental também precisou ser chamada porque no quintal da casa dele foram encontrados 11 jabutis. Esses animais silvestres precisam de autorização do Ibama para serem criados em cativeiro.

A prefeitura disse que, por motivos éticos, não pode se manifestar sobre os motivos da demissão do funcionário.

Polícia apreendeu bolas de gude, estilingues e armas de pressão
Marcas de bolas de gude na parede da casa do suspeito
Bolas de gude e chumbinhos usados no ataque
Raio X mostra o local onde o chumbinho ficou alojado na ave (Foto: Divulgação/Prefeitura Rio Preto )

Fonte: G1

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