Foram apreendidos nove tigres-de-bengala de um circo em Chaco, no México

Foram apreendidos nove tigres-de-bengala de um circo em Chaco, no México

A ONG que move a acusação contra o circo advertiu que são necessárias “contribuições econômicas” para manter os felinos provisoriamente em um zoológico.

Tradução Adriana Aparecida Shinoda Marques

Agentes da Direção da Fauna de Chaco e da polícia rural da Villa Ángela apreenderam nove tigres de Bengala de um circo. Após a denúncia da Associação dos Funcionários e Advogados pelos Direitos dos Animais (Afada), a justiça agora deverá decidir o destino dos felinos.

A apreensão dos animais ocorreu na sexta-feira (9) no Circo Mexicano Veracruz, depois que a Afada reivindicou os animais ao circo, que foi acusado de violar normas de Chaco e também da Lei Nacional de Proteção animal 14.346.

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O presidente da Afada, Pablo Buompadre, pediu em sua apresentação à delegacia local a invasão do circo, a apreensão dos animais em cativeiro e dos “instrumentos de castigo” utilizados pelos adestradores para fazer com que os animais trabalhem.

A Direção da Fauna de Chaco redigiu infrações, pois o circo não contava com a documentação legal dos tigres e advertiu que alguns problemas de saúde dos animais não eram atendidos por profissionais, mas sim por funcionários do circo. Além disso, o circo tampouco pôde justificar a ausência de três ursos pardos e dois leões africanos, que possui registrados em seu nome.

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O advogado Buompadre explicou ao jornal Norte que salientou em sua denuncia o “grave estado de superlotação” no qual se encontravam os tigres em um só cubículo, e questionou as “condições de alimentação, higiene e saúde”.

Buompadre também apontou que os animais poderiam ser realocados de modo provisório no complexo zoológico de Sáenz Peña e advertiu que são necessárias “contribuições econômicas” para a alimentação dos felinos.

“Agora uma nova vida os espera. A escravidão e os tormentos deles terminaram”, destacou Buompadre.

Quem deve decidir o destino dos animais é o juiz de Faltas, Luis Antonio Kolonisky, responsável pelo registro da intervenção no caso, como o fiscal Salomón Garber.

Em Chaco, uma lei de 2015 proíbe “o estabelecimento ou funcionamento, de caráter temporal ou permanente, de circos que ofereçam shows com ‘a participação de animais de qualquer espécie em números artísticos, de habilidades ou similares’”. Mesmo com o circo querendo se retirar da cidade, a ação judicial da ONG conseguiu que a justiça atuasse antes que pudessem escapar.

Buompadre disse ao jornal Norte que “na totalidade dos casos os animais utilizados em circos são assediados, espancados brutalmente e privados de alimentação para que realizem malabarismos ou imitações que o domador impõe, o que é algo totalmente antinatural”.

O circo Veracruz novamente em polêmica

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O Circo Mexicano Veracruz é outra vez citado. No começo de outubro, vizinhos da localidade de Pueblo Viejo mataram com uma arma de fogo um tigre que escapou e andava solto pela rua, informou La Voz del Chaco. Em 2013, já havia enfrentado críticas quando seus dirigentes foram acusados de alimentar os ursos, tigres e leões com cachorros e gatos, o que foi desmentido por seus donos.

Em 2007, igualmente, um filhote de leão de mais de 100 quilos fugiu de sua jaula e entrou na garagem de um vizinho de General Alvear, província de Mendoza.

Fonte: La Nacion

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