Fotógrafo alerta para o sofrimento dos animais no jardim zoológico do Bangladexe

Fotógrafo alerta para o sofrimento dos animais no jardim zoológico do Bangladexe

Os jardins zoológicos são, para os mais pequenos, lugares repletos de magia onde descobrem animais que só conhecem da televisão, dos filmes e/ou dos livros. Muitos dos grandes êxitos do cinema retratam, mesmo, uma vida de diversão nesses espaços quando, na realidade, a grande parte das espécies animais que lá vive se encontra confinada a espaços exíguos que em nada se assemelham ao seu habitat natural.

Shafiqul Islam, um fotógrafo profissional que estudou no Pathshala South Asian Media Institute em Daca, no Bangladexe, um apaixonado por animais, fotografa-os com frequência. No seu mais recente projeto fotográfico, “Prisioners”, que pode ver na galeria de imagens que se segue, Shafique, o nome profissional que adotou, alerta para o sofrimento dos animais encarcerados no jardim zoológico da cidade, o maior do país.

Levar os que observam as fotografias sofridas que apresenta em “Prisioners” a refletir sobre a dor dos animais que são mantidos em cativeiro em áreas demasiado pequenas ou em jaulas, longe dos seus habitats naturais, é uma das pretensões de Shafiqul Islam. “Se as pessoas olharem para os seus olhos e sentirem a emoção e a expressão profunda que evidenciam, também poderão ouvir o seu grito silencioso”, acredita o fotógrafo.

“Os visitantes não se apercebem do que se passa dentro das jaulas. Não têm perceção do medo, da fome, da dor e da tristeza. Os animais são mantidos como prisioneiros, apesar de não terem cometido nenhum crime”, critica Shafique. “Proteger a vida selvagem é um dos principais objetivos destes espaços, que também desempenham um importante papel na salvação dos animais em vias de extinção”, sublinha, no entanto, o fotógrafo.

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#Abstruse

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Shafiqul Islam, que vive e trabalha em Daca, onde está localizado o zoo, procura refletir os seus pensamentos nas fotografias que faz. O resultado são retratos sombrios que denunciam a solidão e o isolamento das espécies que lá vivem.

Fonte: Lifestyle / mantida a grafia lusitana original

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