Fotos antigas mostram como os americanos mataram 10 milhões de elefantes — e porque precisamos nos importar agora

Fotos antigas mostram como os americanos mataram 10 milhões de elefantes — e porque precisamos nos importar agora

Por Kat Smith / Tradução de Alda Lima

Estima-se que cerca de 100 elefantes são caçados por suas presas a cada dia. Pode ser difícil de acreditar, mas se olharmos para a forma com que a população de elefantes tem diminuído desde o início do comércio de marfim, tudo isso faz sentido. Entre 2003 e 2013, a população de elefantes africanos diminuiu 65 por cento devido à caça furtiva. Estima-se que suas populações precisarão de 90 anos para se recuperar dos danos. Mas estes últimos anos não foram a única vez em que os elefantes sofreram nas mãos dos seres humanos.

Para colocar as coisas em um contexto histórico, em 1800, um número estimado de 20 milhões de elefantes de elefantes vivia na África. Mas, conforme a demanda por marfim nos Estados Unidos aumentava, impulsionada pela industrialização e produção em massa que tornou possível transformar presas — que pertenceram um dia a gigantes compassivos e inteligentes — em teclas de piano, pentes e bugigangas, sua população começou a declinar rapidamente. No ano 1918, a população de elefantes já tinha caído para cerca de 10 milhões. Os Estados Unidos estavam consumindo pelo menos 200 toneladas de marfim por ano e, em 1989, quando uma proibição mundial da venda de marfim foi instalada, havia meros 600.000 elefantes africanos restantes na natureza.

Esta antiga foto mostra um caminhão cheio de presas de elefante pronto para ser levado a uma loja. Na pré-guerra dos Estados Unidos, mais de 200 toneladas de marfim eram consumidas todos os anos.

Africa fotos antigas americanos elefantes

Em 1989, uma proibição de marfim em todo o mundo pôs fim ao comércio de marfim legal, mas apenas por um curto período de tempo. Em 1997, quando foi permitido o comércio por um “arsenal” de marfim, a procura por presas de elefante aumentou mais uma vez.

Hoje, caçadores tiram a vida de um elefante africano a cada quinze minutos. Para nós, presas são itens fúteis, como teclas de pianos antigos, pentes e decorações para a casa. Mas isso separa famílias inteiras.

Ao ritmo que os caçadores furtivos estão matando elefantes africanos, estima-se que eles vão se extinguir nos próximos 20 anos. Os seres humanos são responsáveis ​​pelos danos e os seres humanos são os únicos que podem ajudar a salvar esta espécie majestosa. Felizmente, tem havido algumas mudanças positivas na legislação. Os Estados Unidos e a China, os dois maiores consumidores de marfim do mundo, têm assumido uma posição mais dura quanto ao comércio de marfim, e o presidente Obama promulgou uma proibição quase total do marfim, exceto por casos de peças que são antiguidades legalmente importadas. Ainda temos um longo caminho a percorrer se quisermos salvar essa espécie da extinção, e agora, cada pequeno passo ajuda.

Fonte: One Green Planet

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