GAIA expõe a crueldade em relação aos bezerros na indústria leiteira da Bélgica

GAIA expõe a crueldade em relação aos bezerros na indústria leiteira da Bélgica
#Act4FarmAnimals - Foto: Gaia

Na indústria leiteira, as vacas são repetidamente inseminadas para permanecerem grávidas no intuito de produzirem leite. Seus bezerros são considerados subprodutos e são separados de suas mães para serem criados em ambientes solitários. A cada ano, mais de 300.000 bezerros são criados e abatidos na Bélgica.

A campanha GAIA adentra na indústria leiteira belga, revelando como os bezerros são maltratados, isolados e criados em condições insalubres e deprimentes.

A filmagem fornece um vislumbre de alguns dos maiores problemas enfrentados pelos bezerros.

• Separados de suas mães apenas algumas horas após seu nascimento, causando intenso sofrimento emocional tanto para a mãe quanto para o filhote

• Trancados em pequenas baias individuais em sua primeira semana de vida, onde mal têm um espaço para brincarem, se exercitarem ou interagirem com os outros

• Transportados para galpões de engorda duas semanas após o nascimento, enquanto seus sistemas imunológicos ainda estão vulneráveis

• Alimentados com dietas não balanceadas, causando doenças e problemas digestivos, o que contribui para um ambiente sujo devido à quantidade de resíduos produzidos

• Abatidos enquanto ainda são muito jovens

Um olhar mais detalhado sobre o cruel tratamento dos bezerros na Bélgica

Embora as vacas tenham uma expectativa de vida em torno de 20 anos, muitos bezerros no setor leiteiro da Bélgica são enviados para o abate quando têm entre 6 e 8 meses de idade apenas, encurtando drasticamente suas vidas.

Alguns são mortos na Bélgica, enquanto outros são transportados para o exterior para serem engordados e abatidos – mas cerca de 12% deles morrem antes mesmo de chegarem ao abatedouro, superando a taxa média de mortalidade estimada para toda a criação (3 – 5%), de acordo com GAIA.

Essas mortes podem estar relacionadas às condições precárias em que são criados e ao estresse físico e emocional de serem transportados vivos.

Vislumbrando um futuro mais promissor para os bezerros

Na Noruega, Suécia e nos Países Baixos, os agricultores orgânicos permitem que os bezerros permaneçam com suas mães, ou com “vacas adotivas”, por períodos muito mais longos do que os permitidos nas fazendas industriais belgas – às vezes por vários meses.

A mudança também poderia ser impulsionada na indústria se houvesse uma mudança alimentar generalizada em toda a Europa, o que traria numerosos benefícios em cascata para os animais, para as pessoas e para o planeta, tanto nos Estados-Membros quanto além deles.

A campanha GAIA reforça ainda mais a necessidade crítica de a Comissão Europeia entregar uma revisão completa da legislação de bem-estar animal. As leis atuais de bem-estar animal são vagas, inaplicáveis e desatualizadas, permitindo práticas agrícolas como as exploradas acima, que causam sofrimento a incontáveis seres sencientes. Precisamos de leis em vigor, específicas para cada espécie, para garantir seu bem-estar.

Traduzido por Maryana Zorzal

Fonte: Eurogroup for Animals


Nota do Olhar Animal: A forma como os animais explorados para consumo são tratados é terrível e inaceitável, mas é apenas um AGRAVANTE em relação ao dano maior, naturalizado pela indústria “da morte” e aceito por muitas pessoas, que é o ABATE. O sofrimento imposto cotidianamente aos animais no transporte ou nas “linhas de produção” de carne não é menos repulsivo e imoral do que a violação do principal interesse dos animais, que é o interesse em viver. A produção não tem que dar melhores condições aos animais à espera da morte. Ela deve, sim, ser banida. O paladar dos humanos não é mais importante que a vida dos animais.

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