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Galinhas eram cozidas vivas em matadouro no processo de abate

Um vídeo filmado com câmara oculta foi usado para denunciar que um aviário de Melbourne, na Austrália, fervia galinhas vivas durante o processo de abate.

Segundo as regras australianas de abate animal, as galinhas devem ser atordoadas, antes de lhe ser cortado o pescoço e, só depois, mergulhadas em água a ferver para retirar as penas. Mas o vídeo divulgado pela televisão ABC e filmado pela ativista animal Tamara Kenneally mostra os frangos conscientes a debaterem-se com dores ao mergulhar na água quente.

“Todas morrem assim”, afirma a ativista australiana dedicada ao bem-estar animal, na reportagem apresentada pela televisão e que usou as imagens captadas por câmaras escondidas e instaladas dentro da empresa Star Poultry Supply.

A denúncia foi encaminhada para os reguladores do setor, mas não foi aberta uma investigação formal ao caso, apesar de a empresa ter sido alvo de fiscalização mais apertada para que reforce o cumprimento das regras de bem-estar animal do estado de Victoria.

O caso está a gerar polémica e a RSPCA, uma organização de defesa dos direitos dos animais, afirma não compreender por que razão o matadouro não foi fechado de imediato.

Fonte: Jornal de Notícias / mantida a grafia lusitana original


Nota do Olhar Animal: As medidas de bem-estar animal, como sempre, não cumprem nem aquilo a que se destinam, que seria minimizar o sofrimento das aves no processo de criação e abate. O alarde sobre estas medidas funcionam meramente como um apelo de marketing, que busca anestesiar a consciência dos consumidores em relação a sua cumplicidade nos danos causados aos animais. Porém, o dano principal ocorre com ou sem estas práticas de bem-estar. O tratamento violento que é dispensado aos bichos durante a criação é um terrível agravante, mas ainda que as medidas de bem-estar fossem praticadas de forma eficaz permaneceria a violação do direito mais fundamental destas aves, que é o direito à vida.

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