Garotinho abraça antigo beagle de laboratório e então ele soube que sua vida de testes acabou de uma vez por todas

Garotinho abraça antigo beagle de laboratório e então ele soube que sua vida de testes acabou de uma vez por todas
Foto: Beagle Freedom Project/Facebook

Quando pensamos sobre os animais usados para experimentos em laboratórios, ratos e camundongos são normalmente os primeiros que nos vem à cabeça. Nós nos acostumamos com a ideia de “ratos de laboratório” correndo através de complicados labirintos para chegar ao precioso queijo no final.

Apesar de esses animais sem dúvida alguma sofrerem nas instalações de pesquisa e de que a prática do uso de animais vivos para testes cosméticos e farmacêuticos ter sido comprovada como incrivelmente não confiável e ineficaz, ratos e camundongos se tornaram os animais “aceitáveis” para testes. Com isto em mente, muitas pessoas estão chocadas em saber que cães são frequentemente usados em laboratórios. Sim, isso mesmo, os animais que consideramos nossos melhores amigos e companhias leais também estão sujeitos a vidas horríveis em celas de concreto, onde eles passam por procedimentos e experimentos dolorosos em nome da ciência.

Beagles são os favoritos na indústria de testes farmacêuticos devido à sua natureza dócil e leal. De acordo com a Sociedade Americana Anti-Vivissecção, entre 70.000 e 75.000 cães são usados para pesquisa nos EUA a cada ano e a maioria deles é beagle. Tragicamente, cães usados para testes nunca chegam a experimentar vidas como um cão “normal”. Ao invés disso, muitos beagles sofrem com a retirada de suas cordas vocais, nunca chegam a andar no ambiente externo – muito menos em grama, e eles somente aprendem a associar os humanos com dor e medo. Isto não é vida para esses cães e, para piorar as coisas 100 vezes mais, a maioria dos cães é eutanasiada assim que sua utilidade acaba.

Felizmente, há uma organização lutando para dar aos beagles uma segunda chance: o Beagle Freedom Project (BFP). O BFP está fazendo campanha para conscientizar sobre o testes em animais, encorajando os consumidores a não apoiarem produtos feitos com esses métodos, assim como trabalhando para aprovar uma legislação que garanta que os animais usados nessas instalações sejam adotados quando seus testes estejam completos. Até hoje, o BFP já ajudou a aprovar projetos de leis em Michigan, Califórnia e New York para garantir a liberdade dos beagles aposentados dos laboratórios.

A vida após o laboratório pode ser bem difícil para um beagle se ajustar. Eles têm que aprender a confiar nas pessoas e todo o treinamento básico do uso do banheiro, andar usando uma guia e como interagir com outros cães e humanos. O BFP ajuda a reabilitar os animais que eles resgatam, mas além de qualquer treinamento que eles possam dar, o amor parece ser o melhor método de reabilitação.

Em uma postagem no Facebook que acompanha esta foto, o BFP escreveu, “Algumas vezes você só precisa de um abraço”.

Nós pensamos que aprender a amar será um alívio para este beagle graças ao seu incrível e pequeno amigo humano. Centenas de beagles estão tendo uma chance de experimentar esta vida feliz graças ao duro trabalho do BFP e às pessoas fantásticas que trabalham com eles para ajudar a resgatar e realojar esses animais.

Nenhum animal deveria ter que sofrer em um laboratório considerando as tecnologias emergentes que fazem com que seu uso seja obsoleto. Enquanto um futuro sem testes em animais está certamente em vista, nós podemos minimizar o sofrimento animal ao comprar produtos que possuam o símbolo do “coelho pulando” e que tenham “livre de crueldade” escrito em seus rótulos. O BFP tem um aplicativo incrível chamado “Cruelty Cutter” que permite que você faça uma varredura nos produtos e veja se eles foram feitos com testes em animais.

Para saber mais sobre o BFP e seu trabalho, confira seu website aqui.

Por Kate Good / Tradução de Alice Wehrle Gomide

Fonte: One Green Planet 

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