Gatinho de Rondônia atropelado por carro e resgatado de cisterna é adotado

Gatinho de Rondônia atropelado por carro e resgatado de cisterna é adotado

Por causa do acidente, animal teve que amputar uma das patinhas.Família chamou felino de Vitor: ‘age como gato normal’, diz tutora.

O gatinho resgatado pelo Corpo de Bombeiros, após ser atropelado e cair em uma cisterna no dia 2 de junho em Vilhena (RO), ganhou um lar há três semanas. A nova família o chama de Vitor e disse que mesmo com a ausência de uma das pernas, o felino age como qualquer gato. “Corre, brinca, sobe no sofá e me arranha todinha. Ele faz de tudo”, disse Silvana Longuine, 50, que o adotou. O caso foi acompanhado pelo G1 em uma reportagem publicada em junho, quando foi mostrada a necessidade de um Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) no município.

A médica veterinária Aliny Ripke explica que o atropelamento de Vitor resultou em uma fratura. “Como ele ficou um dia inteiro preso em uma cisterna, sem receber os cuidados necessários, o ferimento ficou exposto e a área foi infeccionada. Amputar era o único jeito. Quando ele chegou já havia bichinhos por toda a patinha dele”, afirma.

Depois do trauma, o gatinho rejeitou comida e chegou a pesar 450 gramas. A situação mudou quando Rafael Longui, 31, filho de Silvana, o viu na veterinária e notou que ele era diferente.

“Vi ele ali sozinho, sem a pata e chorando. Voltei para casa e fiquei no pé da minha mãe para buscá-lo. Ele é muito bonito. Se tivesse todas as patas, eu não ia pegar porque alguém ia pegar”, disse Rafael.

A família soube do passado do Vitor depois de adotá-lo. A irmã de Silvana comentou que achava ser o gatinho que havia passado na televisão, resgatado pelo Corpo de Bombeiros da cisterna. Hoje, Vitor pesa um quilo e, segundo Silvana, é tão arteiro como qualquer gato.

O gatinho ganhou até uma roupinha customizada para que ele se acostumasse a andar com as três patas. “Ele é muito manhoso, parece uma criança. Todo dia, no final da noite, trocamos os curativos da perninha que ainda está um pouco machucada e ele só para de chorar quando fazemos carinho na cabecinha dele”, disse Silvana.

Na sexta-feira (1°), a médica veterinária Aliny Vitor e disse que ele está se recuperando muito bem. “Por ele ter perdido uma das pernas ainda pequeno, ele não vai sentir muita dificuldade para se adaptar. Ele vai fazer tudo que um gato de quatro pernas faz”, esclarece.

Fonte: Cenário MT

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