Gato desaparecido percorre 140 km para voltar para casa e morre

Gato desaparecido percorre 140 km para voltar para casa e morre
Ogghy viajou por um ano e cinco meses até voltar para casa (Foto: Reprodução Corriere della Sera/ Band) Ogghy viajou por um ano e cinco meses até voltar para casa (Foto: Reprodução Corriere della Sera/ Band)

Após ficar dois anos desaparecido, um gato percorreu cerca de 140 Km para voltar para a casa dos tutores. O caso ocorreu na região da Toscana, na Itália.

Conhecido como Ogghy, o felino se perdeu da família em 2015 durante as férias de verão na região de Maremma, no sudoeste da Toscana. Desde então, ele viajou por um ano e meio até que chegou à residência, magro e maltratado, na noite do último sábado (7), informou o jornal italiano Corriere della Sera.

Final triste

Porém a história que parecia ter tido um final feliz, acabou com um desfecho triste: depois do esforço da viagem, o coração do gatinho não resistiu e ele acabou morrendo na noite dessa quarta-feira (11), ainda de acordo com o Corriere della Sera.

O jornal também relatou que a dona do gato, a italiana Bella Pezzoli, moradora de Scandicci, uma cidade próxima à capital da Toscana, havia comemorado o retorno de Ogghy e contou que o bichano estava descansando no “sofá preferido” dele.

Ao perceber o estado debilitado do animal, Bella tentou levá-lo ao veterinário, mas, como só poderia pagar a consulta no fim do mês, não conseguiu atendimento. Sem opção, ela e o filho Lorenzo alimentaram Ogghy e fizeram o que podiam para ajudá-lo a se recuperar, mas as condições pioraram, até que ontem a noite ele se foi, desta vez para sempre. Quando Bella levou o gato ao veterinário novamente, ele já estava morto: “O coração não suportou. Ele andou tantos quilômetros para morrer aqui. Estava tão magro… Uma coisa inacreditável”, lamentou a dona do gatinho.

Não é o primeiro caso de um gato que percorre uma distância tão grande para retornar para casa. De acordo com o professor de etologia, Francesco Dessi’ Fulgheri, é normal os gatos, principalmente os machos, terem uma ligação especial com a casa em que vivem por um longo tempo, o que pode causar um forte apego. A história de Ogghy “não é impossível, mesmo que se trate de um recorde”, disse.

Fonte: Tarobá (com informações da Band e do Corriere della Sera)

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