Gato selvagem é atropelado em rodovia e motorista presta socorro, em Sananduva, RS

Gato selvagem é atropelado em rodovia e motorista presta socorro, em Sananduva, RS
A gatinha foi devolvida no domingo para seu habitat natural. (Foto: Kelli Marin)

Uma bela atitude de um motorista deu a chance de um gato-maracajá, continuar livre e saudável vivendo pela natureza. Na sexta-feira, 7, o gato-maracajá  foi atropelado na RS 343, em Sananduva, mas o motorista parou para socorrer e levar ao veterinário.  A espécie selvagem parecida com uma jaguatirica está no grupo de animais vulneráveis a extinção, por ter a pelagem bonita.

O motorista socorreu o animal, levou a uma veterinária e pagou todos os custos. O bicho chegou à Clínica desacordado,  por volta das 23h de sexta, com ferimentos leves. Passou por tratamento e pode ser devolvido ao habitat natural no domingo, 9. Os Bombeiros Voluntários de Sananduva auxiliaram em colocar o animalzinho de volta à sua casa.

Segundo a veterinária, Silvana Copini, que atendeu o caso, ela é uma fêmea da espécie de gato-maracajá, adulta e pesava cerca de 4kg. Ela foi devolvida próximo ao local aonde foi atropelada.  Para a veterinária o local não seria o ideal, tendo em vista que tem bastantes casas ao redor, e carros transitando na rodovia, o que aumenta o risco de ser atropelada novamente, mas por ser o lugar próximo do acidente, pode ser que tivesse família de gatos-maracajás e também ficasse perdida se fosse solta  em outro local.

O final feliz para a gatinha e um exemplo a ser seguido – que é socorrer qualquer ser que tenha vida, em casos de acidente -,  partiu do casal de namorados Alessandro Copetti  Gordenchuk  e Kelli Marin.

“Quando atropelamos a única coisa que me veio à cabeça foi voltar e ver como estava. Quando vimos que estava respirando,  porém inconsciente, carregamos e trouxemos ao veterinário. O sentimento de gratidão é imenso em saber que tivemos a oportunidade de devolvê-la à natureza bem. Obrigada a equipe de bombeiros, pelo apoio e a boa vontade em ajudar e obrigada a veterinária, que nos atendeu fora de horário e disposta a nos ajudar com a bichinha”, disse Kelli.

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Kelli e Alessando
Kelli e Alessando

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