Gerónimo, a alpaca que comoveu os britânicos, foi abatido

Gerónimo, a alpaca que comoveu os britânicos, foi abatido
Gerónimo, a alpaca abatida pelo governo britânico. Youtube

Gerónimo, uma alpaca que testou positivo para tuberculose bovina e cujo destino provocou comoção no Reino Unido, foi abatido nesta terça-feira (31) pelos serviços veterinários britânicos, para consternação da sua criadora, que contestava o diagnóstico.

A alpaca foi recolhida esta manhã da quinta onde estava instalada, em Gloucestershire, no sudoeste de Inglaterra. A justiça britânica tinha decidido o destino do animal ao rejeitar, em 18 de agosto, o último recurso da proprietária, Helen Macdonald, para suspender a ordem de abate.

Quando foi importada da sua terra natal, a Nova Zelândia, há quatro anos, a alpaca de pelo preto passou por quatro testes cutâneos que deram negativo para tuberculose bovina.

No entanto, no Reino Unido, fez dois exames de sangue e um teste cutâneo, todos positivos, o que levou as autoridades a ordenar a “eutanásia” do animal.

Macdonald contestou, alegou tratar-se de falsos positivos e solicitou um novo teste, que foi rejeitado no início de agosto pela Suprema Corte de Londres. O tribunal recusou-se a suspender a ordem de abate.

O destino da alpaca causou comoção no Reino Unido e uma manifestação chegou mesmo a ser organizada em frente à residência oficial do primeiro-ministro, Boris Johnson, para exigir que Gerónimo fosse salvo.

“Obviamente, é muito angustiante para qualquer pessoa ver animais afetados pela tuberculose, e é uma situação que os agricultores infelizmente têm de enfrentar”, disse um porta-voz de Johnson nesta terça-feira, expressando “simpatia por Helen Macdonald e por qualquer outra pessoa que veja um animal afetado por esta terrível doença”.

Mais de 140.000 pessoas assinaram uma petição pedindo a salvação de Gerónimo, que recebeu apoio público até de Stanley Johnson, o pai do primeiro-ministro.

Fonte: Diário de Notícias / mantida a grafia lusitana original


Nota do Olhar Animal: A eutanásia é um ato de caráter misericordioso e que deve atender aos interesses de quem o sofre, e não aos interesses de quem o pratica. Só pode ser chamado de “eutanásia” o ato de abreviar a vida de um animal com doença incurável e em estado irreversível de sofrimento. Os órgãos públicos de saúde disseminam o entendimento errado do termo “eutanásia” a fim de tentar minimizar a IMORALIDADE de suas ações de extermínio. Infelizmente, até mesmo protetores usam erradamente esta terminologia. Parabéns aos que lutaram pela vida do Gerónimo.

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.