Gigantes da moda concordam em parar de usar penas de animais

Gigantes da moda concordam em parar de usar penas de animais

A decisão responde a uma campanha da PETA que expõe os métodos com os quais são arrancadas as penas de aves em granjas.

Por María Contreras / Tradução de Tatiana E. P. Soares

A associação Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) acabou de dar um grande passo em sua cruzada pelos direitos das aves. Colossos da moda inglesa como Topshop, Primark e ASOS e outras empresas como a espanhola Adolfo Domínguez estão empenhadas a não utilizarem penas em suas coleções, em resposta a uma denúncia da associação sobre os métodos com que o material é obtido. Os responsáveis pela PETA US e PETA Ásia foram até a China, de onde vem 80% do fornecimento de penas de todo o mundo, e gravaram com uma câmera escondida como os trabalhadores das granjas arrancavam as penas em centenas de gansos vivos, deixando feridas abertas e sangrando.

Em maio, a organização publicou a gravação e, depois disso a lista das empresas de moda que estão comprometidas a banir o uso de penas cresce a cada semana.

As penas de aves são usadas para preencher jaquetas ou roupas de cama, entre outras possibilidades, mas como disse Yvonne Taylor, responsável sênior de projetos corporativos da PETA, existem alternativas mais éticas: “cada vez mais marcas de moda se negam a apoiar a crueldade da indústria das penas. A PETA continua trabalhando com lojas em todo o Reino Unido para descartar o uso das penas a favor de recheios sintéticos de alta tecnologia que são antialérgicos, quentes, ecológicos e infinitamente mais considerativo com as aves”.

A campanha da PETA também denuncia muitas destas granjas que têm acordos com fornecedores da indústria da moda que se beneficiam da norma por uso responsável da pena, recebendo o selo RDS, uma certificação que apenas fabricantes que demonstram respeitar o bem-estar das aves recebem. No entanto, a RDS negou as insinuações que põem em dúvida a credibilidade do selo e em um comunicado à imprensa afirmou que “qualquer evidência que mostre uma granja arrancar penas de aves vivas resultaria em uma revogação imediata do certificado, notificando o fornecedor envolvido”.

Em seu vídeo, a PETA diz que o preenchimento de um único casaco requer as penas de até sete aves, o que significa que centenas de milhares delas são torturadas em granjas para receber toneladas de penas que demanda o setor a cada ano.

“As marcas de moda mais avançadas se apressaram para atender às demandas dos consumidores compassivos, que não querem ter nada a ver com uma indústria que arranca as penas de aves vivas”, disse Taylor. A moda, ou pelo menos uma parte importante dela, parece estar mais disposta do que nunca a fazer valer o slogan da PETA, que em parte diz: “os animais não nos pertencem para nos vestirmos com eles”.

Fonte: El País

Mais notícias

{module [427]}

{module [425]}

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.