Golfinhos, tartaruga e peixes são achados mortos em praias de Pernambuco

Golfinhos, tartaruga e peixes são achados mortos em praias de Pernambuco
Golfinho encontrado morto (Foto: Lucas Rodrigues/ Cortesia)

A quantidade de animais marinhos encontrados mortos entre as praias de Itapuama e Xaréu, no Cabo de Santo Agostinho, Grande Recife, vai ser apurada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente do município. Nesta segunda-feira (30), uma equipe da Guarda Ambiental, enviada pela Secretaria de Meio Ambiente do Cabo, constatou a presença de dois golfinhos, seis filhotes de tartaruga e cinco peixes, os quais a espécie não foi identificada devido ao estado avançado de decomposição.

Eles foram enterrados num local isolado da área. Ainda esta semana, a gestão municipal irá oficializar, por meio de documento, uma reunião com o Ibama, Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e UFRPE. A intenção é discutir mecanismos que identifiquem a causa da mortandade em massa.

“Como não temos laboratório de pesquisa, vamos buscar esse apoio junto a outras instituições. Nunca vimos em um único fim de semana, um fato inusitado como esse. Até golfinhos. Mas, vale ressaltar que não significa que porque apareceram no Cabo que, necessariamente, eles morreram nessas praias. Muitos animais morrem em alto-mar e são trazidos à costa pelas correntes marinhas”, explica a analista ambiental da secretaria de Meio Ambiente, Daniela Oliveira. “Creio que um estudo sobre a balneabilidade da água poderá apontar o que aconteceu. Mas, vamos definir tudo em reunião”, enfatiza.

Embora não se saiba a real causa da morte dos animais, a analista ambiental cita vários fatores que lavam ao óbito. “Poluição, lixo, petróleo, redes de pesca. São muitos os motivos que interferem no ciclo de vida desses animais. A morte é um reflexo da falta de educação ambiental, já que não há uma cultura de preservação da natureza”, lamenta Daniela. Em relação aos filhotes de tartaruga, ela ressalta que, como nenhum foi encontrado com marcas ou perfuração, a hipótese mais assertiva é de que vieram a óbito por má formação embrionária. “Estima-se que, de cada mil filhotes, apenas um ou dois atingem a idade adulta”, detalha, adiantando que, como a orla do Cabo está no período de desova de tartaruga, o qual vai até início de abril, a fiscalização e atividades de educação ambiental junto à população serão intensificadas.

Protocolo

O MPPE esclarece que qualquer denúncia ambiental pode ser protocolada por meio do 3182.3314 ou 3326 e também na Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente do Cabo, que fica na avenida Presidente Getúlio Vargas, 464, no centro do município.

Por Priscilla Costa 

Fonte: Folha PE

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.