Governador Celso Ramos (SC) começa campanha de prevenção à farra do boi

Governador Celso Ramos (SC) começa campanha de prevenção à farra do boi

Considerada ilegal, prática ainda é comum em comunidades litorâneas durante a Semana Santa.

Por Danilo Duarte

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Uma campanha de conscientização sobre a Farra do Boi começa nesta semana em Governador Celso Ramos. A ação, realizada pela Polícia Militar e pela Prefeitura, será lançada na quarta-feira (4), no Ginásio Municipal da cidade, com a participação de 600 crianças das redes municipal e estadual de ensino.

O objetivo é mostrar que a prática é ilegal e coloca em risco os participantes da farra. Para fortalecer a importância da campanha, também estarão presentes os protetores ambientais mirins da Polícia Militar Ambiental e o conjunto musical da PM.

Historicamente, a prática da “Farra do Boi” ocorria em comunidades litorâneas durante a “Semana Santa”. Entretanto, a Farra do Boi passou a acontecer em todo o período da quaresma, na região do litoral catarinense, principalmente em localidades colonizadas pelos portugueses açorianos.

A primeira ocorrência deste ano foi registrada em janeiro, no Rio Vermelho. Uma mulher foi agredida por tentar evitar a farra do boi e os maus-tratos contra o animal.

A ocorrência da prática da “Farra do Boi” foi proibida pelo Supremo Tribunal Federal, em função dos maus-tratos contra os animais, constituindo crime previsto na Lei de Crimes Ambientais.

Durante essas manifestações é comum a ocorrência de problemas de trânsito com a interdição de ruas, danos ao patrimônio público e privado, lesões corporais, agressões, ameaças, além dos tradicionais maus-tratos aos animais.

Fonte: Tudo Sobre Floripa 

Nota do Olhar Animal: Ótima a iniciativa, mas lamentável que ocorra apenas às vésperas da Páscoa, período em que as farras do boi se intensificam. Falta um trabalho educativo permanente, além de uma postura mais rígida da Justiça na punição aos criminosos farristas e a quem incentiva este crime, notadamente prefeitos e vereadores. Por outro lado, como combater esta violência se os bois resgatados das farras são depois oficialmente enviados para o abate? “Façam o que eu digo, não façam o que eu faço?” Usam a lei que deveria proteger estes animais para em seguida executá-los. É uma hipocrisia que, ao invés de ser veementemente combatida, ainda recebe o aval de uma ONG e do Ministério Público de SC. O Grupo Especial de Defesa Animal, órgão criado dentro do MPSC, parece não ter serventia alguma. Até o momento, pura pirotecnia.

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