Gremar abre curso de socorristas de fauna em risco em Itanhaém, SP

Gremar abre curso de socorristas de fauna em risco em Itanhaém, SP
Aulas estão programadas para os dias 5 e 6 de maio, das 8 às 18 horas, na Base de Estabilização de Itanhaém - Foto: Divulgaçao

Quando um animal da fauna marinha aparece próximo à areia da praia, o sinal é de alerta: muitos não sabem, mas o manejo incorreto do resgate põe em risco a vida de diferentes espécies. Os primeiros procedimentos para um socorro adequado serão temas abordados no 7º Curso de Formação de Socorristas de Fauna em Risco programado para os dias 5 e 6 de maio (sábado e domingo), das 8 às 18 horas, na Base de Estabilização do Instituto Gremar, na avenida Presidente Vargas, 611, na Praia do Centro, em Itanhaém.

A capacitação é voltada ao socorro de animais em situação de risco, com ênfase àqueles vitimados pelo derramamento de óleo. O curso é destinado às pessoas que têm interesse ou são da área. As inscrições custam R$ 420, mas estudantes pagam R$380.

No conteúdo, orientação sobre salvamento, instruções para manejo e alimentação de animais em reabilitação, identificação de espécies (aves, quelônios e mamíferos), contenção, histórico sobre desastres de fauna e efeitos do petróleo em animais. Além disso, serão abordadas a biologia e a conservação das tartarugas de diferentes espécies, habitat, curiosidades, ciclo de vida, desde a alimentação até situações em que animais foram encontrados na região.

O biólogo Thiago Nascimento, responsável pela região, explica que é comum encontrar tartarugas no raso ou na areia da praia, mas não se deve devolver o animal ao mar. “Se está aqui é porque precisa de ajuda. A tartaruga é um animal pulmonar, ela respira na atmosfera, ou seja, fora da água não morre. Muita gente acaba devolvendo-a para a água e isto acaba resultando em afogamento”, contou.

A veterinária responsável pela Base de Estabilização do Gremar em Itanhaém, Gabriela Bezzera, alerta sobre os riscos de quem não sabe o procedimento adequado para o socorro. “Há casos de pessoas que querem ajudar, mas não sabem como proceder. Já ouvimos histórias de pessoas que encontraram um pinguim e colocaram-no no cooler, daí ele morreu de hipotermia. A gente sabe que está tentando ajudar, mas se souber lidar com a situação o prognóstico no animal será muito melhor”.

Informações sobre o curso pelo telefone (13) 3426-8168.

Fonte: Costa Norte

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.