Grupo de 30 orcas cerca e ataca iate durante duas horas: ‘Parecia que elas tinham um plano’

Grupo de 30 orcas cerca e ataca iate durante duas horas: ‘Parecia que elas tinham um plano’

Os três ocupantes britânicos de um iate de luxo viveram duas horas de pânico em alto-mar. Nesse período, a embarcação foi cercada e atacada por um grupo de 30 orcas. O ataque ocorreu em outubro do ano passado, mas só agora o drama foi noticiado na imprensa britânica.

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Os predadores bateram várias vezes no casco do iate e chegaram a arrancar parte do leme.

O trio apavorado lutou com os enormes mamíferos marinhos por duas horas enquanto eles se chocavam contra o iate, aparentemente com a intenção de causar destruição.

As orcas — algumas delas chegando a quase 8 metros de comprimento — pareciam ter desistido em um determinado momento, mas reapareceram e continuaram atingindo a embarcação. Eles chegaram a pensar que “afundariam tamanha era a violência”. Assista:

O grupo, que zarpara no Serena IV de Kent (Inglaterra) e foi atacado nas proximidades do Estreito de Gibraltar (que separa a Europa da África), onde o barco está sendo consertado.

“É assim que tudo termina?”, recordou Nathan Jones, um dos ocupantes, de 27 anos, ao jornal “Daily Mirror”.

“Se o barco tivesse afundado, estaríamos em um bote salva-vidas cercado por orcas. Teria sido drástico”, comentou Martin Evans, de 45 anos. “Foi um ataque violento. Parecia que elas tinham um plano e estavam com raiva”, completou ele.

Nos últimos meses, ataques de orcas a embarcações se tornaram mais comuns na região. Cientistas ainda não sabem o motivo. A espécie é conhecida como hábil e engenhosa caçadora.

Por Fernanda Moreira

Fonte: Extra


Nota do Olhar Animal: O ataque destes animais a embarcações têm sido frequentes. Difícil não pensar que a motivação não tenha a ver com incômodos trazidos pela presença humana ao longo dos anos e as várias formas de agressão sofrida por elas, que vão da caça às colisões com embarcações, passando pelas agressões sonoras e até mesmo por passarem a entender os humanos como competidores por alimento. No entanto, o Brasil e vários países permitem e estimulam o avistamento embarcado de animais marinhos. A pandemia e consequente redução da atividade humana no mar foi reveladora do quanto ela impacta no ambiente marinho, com animais voltando a áreas na costa das quais mantinham-se distante, como várias baías.

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