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Grupo de direitos dos animais adota cães explorados por laboratórios

Por David Jesse / Tradução de Alda Lima

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O último animal adotado por Valerie Cancel pode nunca ver o interior de sua casa na Pensilvânia. Na verdade, Cancel sequer está certa de que o cão, chamado de Sniffles, ainda está vivo.

Isso porque Cancel é uma das primeiras a se juntar ao Beagle Freedom Project (Projeto Liberdade Beagle) para adotar animais sendo usados em testes de laboratórios de universidades, inclusive a Wayne State University (WSU) e a Universidade do Estado de Michigan (MSU).

Aqueles que adotam recebem o número de identificação do animal e um modelo para preencher pedidos de registros públicos para itens como relatórios veterinários. O objetivo é monitorar tanto a forma como as universidades estão tratando os animais como também divulgar o que o grupo acredita que constitui maus tratos aos animais.

“Sou apenas uma grande e entusiasmada amante dos animais,” disse Cancel sobre por que se juntou à iniciativa. “As pessoas não entendem exatamente o que está acontecendo nem que estão pagando para isso.”

“Como contribuinte, eu paguei por esta experiência e acho que tenho o direito de saber o que aconteceu com este cão.”

O grupo teve 32 pessoas inscritas para adotarem animais do MSU e sete da WSU.

O porta-voz da WSU, Matt Lockwood, não quis comentar sobre o projeto. No entanto, no passado, a universidade defendeu suas práticas, dizendo que os animais utilizados na pesquisa são tratados de forma humana e que a ficha da WSU sobre esta questão é exemplar.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos fez inspeções-surpresa nos laboratórios de animais da faculdade em 2013 e 2011, após denúncias de abuso, e não encontrou violações das normas federais, afirmam os administradores da WSU.

Beagles são a raça mais comum usada nos experimentos porque seu temperamento dócil torna o manuseio mais fácil para os técnicos de laboratório, disse o grupo de direitos humanos em um comunicado à imprensa. Eles também disseram que pegaram vários cães e lhes deram novas casas fora dos laboratórios.

Sniffles é usado em um experimento chamado “controle da pressão arterial durante o exercício na insuficiência cardíaca,” explicou Cancel. O experimento inclui o uso de cirurgias para implantar sensores no cão e depois o fazer se exercitar em uma esteira até que ele tenha um ataque cardíaco, continuou Cancel.

Mais informações sobre o projeto podem ser encontradas em IdentityCampaign.org.

A WSU já teve problemas com grupos de direitos dos animais protestando contra seu trabalho no passado.

Em 2014, um grupo comprou um outdoor na rodovia I-75 para pedir à universidade que parasse com seus experimentos em animais.

Em 2012, um ativista dos direitos dos animais que citou um professor da WSU com postagens num blog pedindo que ele fosse torturado se declarou culpado de duas acusações criminais.

Fonte: Detroit Free Press

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