Grupo de direitos dos animais denuncia evento ‘Abrace-um-Porco’ em uma feira nos EUA

Grupo de direitos dos animais denuncia evento ‘Abrace-um-Porco’ em uma feira nos EUA

Por Steve Rundio / Tradução de Alice Wehrle Gomide

Um grupo ativista dos direitos dos animais baseado em Madison lançou uma petição contra o evento ‘Abrace-um-Porco’ da Feira do Condado de Monroe, nos EUA.

A Aliança pelos Animais e Meio-Ambiente alega que já conseguiu 128.000 assinaturas online protestando contra o evento que ocorrerá no dia da inauguração da feira, 27 de julho, no Tomah Recreation Park. A Aliança também adquiriu um espaço publicitário perto da intersecção das rodovias 12 e 21.

“Os animais são maltratados durante estes eventos, e adultos possuem a responsabilidade de ensinar as crianças sobre a importância da empatia e da compaixão por todas as criaturas da Terra”, disse Lynn Pauly, presidente do grupo e coordenadora da campanha No Pig Wrestling (Sem luta livre de Porcos) em Wisconsin.

Representantes da Sociedade Agropecuária do Condado de Monroe, que patrocinam a feira, disseram que o evento continuará conforme programado, mas se recusaram a dar mais comentários.

O evento ocorre regularmente na feira nos últimos anos. Times com três pessoas de competidores locais competem para colocar um porco cheio de lama em um tanque no menor tempo possível. Os competidores recebem um prêmio em dinheiro que é doado para uma ONG de sua escolha.

Os competidores podem usar seus braços e mãos para pegarem os porcos e não podem segurar as orelhas, focinhos ou rabos dos animais. As regras ditam que “abuso, brutalidade ou luta com o porco não serão tolerados em absoluto. O time será desqualificado se o juiz achar que o porco está estressado”.

A diretora de marketing da Sociedade Agropecuária Julie Zebro disse ao Tomah Journal no ano passado, “As regras protegem mais os porcos do que os participantes”.

Pauly discorda. Ela disse que três pessoas perseguindo um animal que é “presa” é intrinsecamente cruel.

“Chamar esta competição de ‘Abrace-um-Porco’ é uma tentativa de suavizar a imagem do que basicamente é uma demonstração de intimidação”, Pauly disse. “Isto não é ‘abraçar’ – isto é perseguir e assustar um animal que está lutando desesperadamente para fugir”.

Pauly reconheceu que sua organização é contra qualquer uso de animais para propósitos de entretenimento e que ela promove um estilo de vida vegano.

“A Aliança pelos Animais não acredita que animais deveriam ser mortos para serem comidos ou usados pelo entretenimento”, ela disse.

O administrador da cidade de Tomah, Roger Gorius, disse que ele e vários membros do Conselho receberam e-mails exigindo que ‘Abrace-um-Porco’ seja cancelado. Um e-mail chamou o evento de “exploração doentia”.

A cidade é dona do Recreation Park, mas Gorius disse que a Sociedade Agropecuária é responsável pelas atrações na feira.

“Nós não governamos o que ocorre na feira”, Gorius disse. “Qualquer e-mail que eu tenha recebido, eu enviei para o conselho da feira”.

Gorius disse que ele consultou o chefe de polícia de Tomah, Mark Nicholson, o qual concluiu que o evento não viola qualquer norma da cidade.

A Aliança alega ser responsável pelo cancelamento de um evento similar com porcos que estava agendado para 1º de julho em Stoughton. Pauly disse que sua organização conseguiu identificar somente sete eventos de luta com porcos em Wisconsin neste ano, comparado com “14 ou 15” em 2011.

“Definitivamente isto está se tornando uma coisa do passado”, Pauly disse. “É algo que somente uma minoria de pessoas quer assistir”.

Fonte: La Crosse Tribune

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