Grupo pede fim da vaquejada em protesto no Farol da Barra, em Salvador, BA

Grupo pede fim da vaquejada em protesto no Farol da Barra, em Salvador, BA
(Fotos: Bira Dinniz/ Divulgação)

Salvador foi uma das 38 cidades brasileiras a receber na manhã deste domingo (27) a mobilização nacional Movimento Crueldade Nunca Mais, que pede o fim da vaquejada em todo o país. De acordo com a organização, cerca de 100 pessoas participaram da manifestação contra projetos de lei que têm o objetivo de tornar as vaquejadas um patrimônio cultural. 

Os manifestantes, que se reuniram no Farol da Barra, seguiram até o Morro do Cristo chamando a atenção da população para a situação e pedindo o veto do projeto de lei (PCL 24/2016) que torna vaquejadas e rodeios manifestação cultural nacional e patrimônio cultural imaterial.

“É uma mobilização que acontece nesse momento em outros 19 estados do Brasil e que chama a atenção da sociedade para os maus tratos e tortura a qual esses animais são submetidos”, destacou Sályma Freitas, organizadora do movimento em Salvador. Entre as entidades baianas que se fizeram representadas estavam a União de Entidades Protetoras dos Animais da Bahia (Unimais), a Sociedade Vegetariana Brasileira–BAHIA (SVB-BA), Rede de Mobilização pela Causa Animal (Remca), de Lauro de Freitas, a Bicho Feliz, e o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, que organizou a mobilização em todo o país.

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Projetos de Lei

A polêmica se intensificou depois que o Senado aprovou o projeto de lei (PCL 24/2016) que torna vaquejadas e rodeios ‘manifestação cultural nacional e patrimônio cultural imaterial’. O texto também já foi aprovado pela Câmara e segue agora para sanção do presidente da República, Michel Temer.

Além do PCL 24/2016, quatro outros projetos de lei tramitando no Congresso Nacional (PL 213/2015, PL 2452/2011, PLS 377/2016 e PLS 2452/2011) e duas propostas de emenda à Constituição (PEC 50/2016 e PEC 270/16) têm o intuito de regulamentar rodeios e vaquejadas.

No mês passado o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou uma lei do Ceará que regulamentava a vaquejada, considerando que a atividade impõe sofrimento aos animais e, portanto, fere princípios constitucionais que proíbem práticas torturantes.

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