Grupo pede que o município retire a subvenção da Escola Taurina de Albacete, Espanha

Grupo pede que o município retire a subvenção da Escola Taurina de Albacete, Espanha

Tradução de Nelson Paim

A conselheira do grupo político “Ganemos Albacete”, Maria José Simón, apresentou esta quinta-feira a moção pela qual propõe ao plenário concordar com a retirada do orçamento verbas do município para o consórcio da escola de tauromaquia de Albacete.

No orçamento de 2017 e posteriores por entender que “a partir da administração e concretamente desde o município, não se deve contribuir com dinheiro público para sustentar um organismo que alimenta uma atividade que a Organização das Nações Unidas reconhece que envolve violência e, portanto, se recomenda que se coloque aparte a infância e a adolescência da mesma”.

Neste sentido a conselheira lembrou que Albacete conta com uma Escola de Tauromaquia cujo financiamento depende exclusivamente dos aportes do município e da câmara dos deputados provinciais de Albacete, que chegam a 68.00 euros e de 75,000 euros, respectivamente e “entre estes requisitos de acesso figura ter entre 10 e 18 anos de idade”.

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A conselheira lembrou o estudo realizado por “Ipsus MORI online” em dezembro de 2015, que a modo de conclusão sublinhava que “o apoio a tauromaquia decaiu em uns 19% nos últimos três anos, e que a porcentagem de jovens, entre 16 e 24 anos de idade que matam os touros alcançou a 84%. Assim mesmo, 73% dos entrevistados disseram não estar de acordo que se utilizem fundos públicos para promover a tauromaquia como parte do patrimônio nacional da Espanha”.

Portanto, “por muito que o governo municipal de Albacete se empenhe em promover a escola de tauromaquia enviando aos institutos de educação regular publicidade de suas atividades com o fim de desenvolver interesse ou captar novos alunos. As pesquisas evidenciam que a tauromaquia está em decadência e que cada vez goza de menor respaldo entre os jovens, mais comprometidos, sem dúvida, com a luta contra o maltrato animal e com a defesa dos animais”.

Ganemos Albacete recordou que “em sintonia com esta tendência vários municípios já retiraram a ajuda às escolas de tauromaquia como, por exemplo, o caso de Madrí, Alcante e Huesca. E o grupo municipal entende que esta decisão é coerente com a posição do comitê dos direitos das crianças e adolescentes menores de 18 anos de que participem ou assistam a eventos taurinos. De fato, a ONU exigiu aos países que assinaram a convenção sobre os direitos das crianças, entre eles a Espanha, que se coloque de fora a infância e a adolescência da violência física e mental da tauromaquia”.

Portanto, Ganhemos considerou uma “contradição que a cidade de Albacete faça comemorações da declaração de ‘amiga da infância’ e por outro lado apoie e incentive que jovens com idades compreendidas entre os 10 e 18 anos recebam aulas de tauromaquia”.

Fonte: El Digital de Albacete

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