Grupo protesta contra morte de cão no Carrefour Dom Pedro em Campinas, SP

Grupo protesta contra morte de cão no Carrefour Dom Pedro em Campinas, SP

Cerca de 80 pessoas protestaram em frente ao Carrefour, na Rodovia Dom Pedro I (SP-065), em Campinas, na manhã deste domingo (09). Os manifestantes pediam que o hipermercado se responsabilize pela morte do cão agredido por um segurança em uma unidade de Osasco, em São Paulo.

O protesto teve início às 9h deste domingo, com cerca de 15 manifestantes, no estacionamento do mercado. O número de manifestantes mais que dobrou cerca de 1h depois, quando aproximadamente 40 pessoas se reuniram no estacionamento.

Alguns participantes estavam acompanhados dos seus cães de estimação. Com cartazes, faixas e bexigas pretas, o grupo moveu o protesto para uma das entradas do estabelecimento por volta das 10h. Às 11h, eram cerca de 80 pessoas no local.

A motoboy Mara Regina Kiefer, de 53 anos, chegou cedo ao protesto. Membro do grupo ativista Gaia (Grupo de Ativistas Independentes pelos Animais), ela entende que o mercado ainda não assumiu a responsabilidade pelo ocorrido. “Queremos que o Carrefour assuma a responsabilidade, porque a ordem para ‘sumir’ com o cachorro veio de alguém lá de dentro”, explicou. “Ao meu entender, o funcionário do mercado que deu esta ordem não foi punido”.

Diversos protestos foram registrados em unidades do Carrefour pelo Brasil. A manifestação de Campinas foi criada pelo grupo Adotar Campinas no Facebook e registrava 1,5 mil interessados em participar do protesto até o fechamento desta matéria.

O CASO

Um cão abandonado em uma unidade de Osasco do Carrefour morreu no dia 28 de outubro no mercado. Ele teria sido agredido por um funcionário que prestava a segurança do estabelecimento, de acordo com denúncias nas redes sociais. Imagens registradas no dia da morte do animal mostram manchas de sangue no chão próximas ao cão.

O caso gerou grande comoção e revolta nas redes sociais, com diversas personalidades repudiando a ação do funcionário e, até agora, a falta de uma resposta mais efetiva da rede em relação ao cuidado com os animais.

Em nota, o Carrefour diz que repudia maus-tratos e que a equipe responsável pela segurança naquele dia foi afastada preventivamente, até a conclusão das investigações. De acordo com os relatos, o cachorro estava na unidade havia alguns dias e chegou a ser alimentado por funcionários.

Com o animal ferido, o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) foi chamado e socorrido, mas ele não resistiu. A versão de atropelamento foi levantada, mas contestada por outros empregados, apontam as denúncias. No sábado (1º), Beatriz Silva, presidente da ONG Bendita Adoção, e uma advogada estiveram na loja. Em transmissão pelo Facebook, disseram que testemunhas confirmaram a agressão.

O delegado Bruno Lima, eleito deputado estadual pelo PSL, também esteve no local. Segundo ele, um boletim de ocorrência deve ser feito assim que o laudo for divulgado. Maus-tratos contra animais é crime previsto em lei e que pode render pena de detenção de três meses a um ano, além de multa.

(Fotos: Luciano Claudino/Código19)
(Foto: Mara Kiefer)
(Foto: Mara Kiefer)

Fonte: A Cidade ON

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